A Dra. Thaís Straliotto Lebtag (CRM/SC 14849 e RQE 12.383) atende no Hospital e Maternidade Jaraguá, na rua dos Motoristas, 120. E também na Policlínica Rio Branco, na rua Barão do Rio Branco, 207, 1º andar, sala 05. Contato pelo telefone (47) 3275-1063.
O HPV, sigla em inglês para Papiloma Vírus Humano é comum e praticamente qualquer pessoa sexualmente ativa entrará em contato com o vírus ao longo da vida. Esses vírus são capazes de infectar a pele ou as mucosas e existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital.
Como o HPV é transmitido?
De acordo com a ginecologista e obstetra, Dra. Thaís Lebtag, o HPV é transmitido por via sexual, o que também inclui o contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto.
“Pode levar anos até que a pessoa com HPV apresenta sintomas ou até mesmo para que o vírus seja detectado. Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas”, explica a médica.
Qual é a relação entre o HPV e o câncer?
Dra. Thaís pontua que a infecção pelo HPV geralmente é transitória, regredido espontaneamente na maioria das vezes, e sendo eliminada pelo próprio sistema imunológico. “No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste e, especialmente, é causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para causar câncer), pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.”
A médica ainda destaca que pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras.
Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero. Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais (verrugas genitais) e papilomas laríngeos, são considerados não oncogênicos.
Como identificar o HPV?
O exame de Papanicolau possibilita o diagnóstico de mudanças celulares causadas pelo HPV. “O teste de HPV ajuda na identificação do vírus e aponta quais mulheres apresentam maior risco para o desenvolvimento de câncer”, ressalta a especialista.
Sintomas do HPV podem ser silenciosos?
A maioria das infecções por HPV é assintomática ou inaparente e de caráter transitório, ou seja, regride espontaneamente. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas. Habitualmente as infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou não produzem lesões, chamadas de infecção latente. “Quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não está presente, mas apenas que não está produzindo doença”, a médica ainda explica que mesmo que seja incômodo receber um diagnóstico de HPV, isso não significa que alguém fez algo de errado, apenas que a pessoa foi exposta a uma infecção extremamente comum”. Ela ainda frisa que, “ao receber um diagnóstico de HPV, procure suporte médico e busque informações que possam garantir sua qualidade de vida”.