Chega a ser alarmante o número de brasileiros que são encaminhados para cirurgias na coluna. Entre 1995 e 2014 houve um aumento de 226% no número deste tipo de procedimentos, segundo artigo da revista World Neurosurg (2016).

Esta alta fez com que o governo precisasse desembolsar R$ 145 milhões, um aumento de 540% em relação ao número antecessor, de R$ 27 milhões.

De acordo com o fisioterapeuta Bruno Francisconi, este custo aos cofres públicos teria sido amplamente reduzido se a fisioterapia tivesse sido considerada como tratamento inicial. Pesquisa do ITC (Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral) de Piracicaba, São Paulo, apontou que de 120 pacientes encaminhados para cirurgias, 88 não precisavam realmente de métodos invasivos.

Fisioterapeuta Bruno Francisconi (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)
Fisioterapeuta Bruno Francisconi (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)

Atualmente, novas abordagens da fisioterapia são capazes de reduzir em mais de 90% o número de pacientes que entram na sala de cirurgia para o tratamento de sintomas simples.

Francisconi percebe que os encaminhamentos feitos por médicos parte do desespero dos pacientes que, em crises severas de dor, optam por cirurgia, mesmo que o médico não tenha a indicado 100% o procedimento.

“Hoje em dia, os médicos têm cada vez menos indicado as cirurgias. Antigamente se operava muito mais do que hoje. Um trabalho conjunto entre médico e fisioterapeuta é imprescindível para a melhora do paciente”, completa o especialista.

Em sua vivência como profissional, Francisconi atesta que já teve pacientes que, pelos sintomas relatados, não precisariam ter passado por procedimento cirúrgico. Ele acrescenta que são casos bem específicos que demandam esta intervenção invasiva: quando as dores acontecem há muito tempo sem oscilação de intensidade, quando há perda de sensibilidade em partes do corpo, dificuldade em controlar a bexiga e quando existe algum risco de dano à medula espinhal.

Fisioterapeuta Bruno Francisconi (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)
Fisioterapeuta Bruno Francisconi (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)

“O sintoma que indica a maior urgência de uma cirurgia é a dor em cela (dor na parte interna das duas coxas de forma igual, atingindo órgão genital). Quando este sintoma aparece, o paciente deve procurar ajuda imediatamente”, adverte o fisioterapeuta.

Embora existam sinais que indiquem mais claramente uma demanda cirúrgica, é imprescindível que haja um acompanhamento fisioterapêutico. Este profissional tem os conhecimentos necessários para avaliar cada quadro e determinar se é possível ou não evitar a cirurgia.

O substituto da cirurgia

O RMA é um método de avaliação dentro da área da fisioterapia, onde se utiliza critérios de segmentação para definir qual a melhor abordagem de tratamento para cada pessoa.

Esta metodologia, desenvolvida pelo ITC Vertebral, percebe os problemas reais de cada paciente. Ela considera fatores que vão além de sintomas físicos, dando importância ao comportamento dos pacientes e também ao seu estado psicológico.

Bruno Francisconi explica que problemas na coluna resultam, muitas vezes, em pessoas frustradas com o fato de não serem capazes de realizar as mesmas atividades antes de desenvolver este quadro.

Bruno Francisconi (Foto: Matheus Wittkowsk/OCP News)i
Bruno Francisconi (Foto: Matheus Wittkowsk/OCP News)i

“Quanto mais abalada emocionalmente a pessoa estiver, menos ela irá responder ao tratamento. Ele deve acontecer de forma integrada, muitas vezes, com suporte de um psicólogo”, salienta Bruno.

O profissional ainda salienta que esta metodologia consegue mostrar aos pacientes seus reais problemas e limitações. Esta proximidade auxilia em um diagnóstico preciso para que se possam indicar outros profissionais (desde psicólogos até cirurgiões) caso eles sejam necessários.

O método RMA

As técnicas de fisioterapias usadas dentro do RMA variam, mas Francisconi explica que a mais rápida e eficaz é a terapia manual. Através dela é possível fazer manipulações, mobilizações e muitas vezes simples alívios de tensão muscular, diminuindo as dores imediatamente ou ao longo das sessões.

A técnica manual também se aproveita da tecnologia para obter resultados mais satisfatórios. A Smart Físio, em Jaraguá do Sul, utiliza como auxiliar da técnica manual algumas máquinas como a Maca de Tração Eletrônica e também a Mesa de Flexo Descompressão.

Maca de tração

Fisioterapeuta Bruno Francisconi (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)
Fisioterapeuta Bruno Francisconi (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)

Este equipamento separa sutilmente as vértebras, reduzindo a compressão causada por hérnias de disco. Este movimento relaxa as musculaturas profundas e contribui para a eliminação da dor “irradiada” (quando desce pela perna no caso da lombar ou nos braços quando é na cervical).

Mesa de Flexo Descompressão

Fisioterapeuta Bruno Francisconi (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)
Dr. Ivan Tonolli (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)

Esta mesa é utilizada quando há necessidade de mobilização da coluna. Ela faz movimentos de extensão ou flexão da lombar. Francisconi explica que o método de avaliação RMA permite identificar qual dos dois movimentos (flexão ou extensão) é ideal para o tratamento de cada paciente. Se aplicado o movimento correto, ele contribuirá até mesmo com a hidratação natural do disco.

Onde encontrar

A Smart Fisio - ITC Vertebral fica na Rua Pastor Ferdinand Schlunzen, 194, Centro, em frente à creche Corujinha. Para marcar uma consulta, entre em contato pelos telefones:  (47) 3017-8545 ou 9 9623-9512. Mais informações nas redes sociais da Smart Fisio - ITC Vertebral: Instagram ou Facebook.

Fachada Smart Fisio - ITC Vertebral (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)
Fachada Smart Fisio - ITC Vertebral (Foto por Matheus Wittkowski/OCP News)