A satisfação de uma pessoa está muito atrelada à realização dos seus sonhos. Fazer aquilo que lhe traz prazer e motivação é a eterna busca de todos. Em muitas ocasiões, o medo de falhar ou o pensamento de que sonhos são meras fantasias fazem com que muitos deixem de ir em busca de suas maiores ambições.

A história dos amigos blumenauenses Anderson Rosa e Marcelo Cognacco ensina que vale muito a pena lutar e não desistir dos anseios, independentemente dos obstáculos que a vida porventura possa colocar no meio do caminho. Em 2014, a partir de um desejo comum, o de empreender, nasceu a Roco, junção das duas primeiras letras dos respectivos sobrenomes.

Carinhosamente chamado de “sonho Roco”, o plano de negócios da empresa foi construído aproveitando a soma dos conhecimentos de Anderson e Marcelo nas áreas comercial e de administração. Após uma análise sobre o mercado, mesmo com a crise da construção civil, os sócios decidiram apostar no setor, mais especificamente com a venda de produtos usinados de liga de cobre, como niples, conexões e prolongadores.

O início em uma garagem

A Roco começou a sua operação importando 100% da linha que tinha 28 itens. Mas como todo negócio novo, as dificuldades apareceram. Para levantar os recursos, os sócios venderam bens pessoais, como uma moto, e contraíram empréstimo bancário. Nos dois primeiros anos, a empresa teve como sede a garagem da casa de Cognacco.

Local onde a Roco começou | Foto Divulgação

“O mercado vinha passando por uma crise. Isso tudo fez o dólar aumentar muito e foi quando tivemos que tomar uma das nossas maiores decisões: investir em um parque fabril. Começamos a produzir 100% dos produtos no Brasil. Naquela época, aumentamos o mix de produtos para mais de 200 itens”, lembra Rosa.

Contudo, o processo de nacionalização da produção e mudança de sede, aliados a um compromisso não honrado por um investidor, novamente trouxeram dificuldades financeiras à dupla.

Perseverança para vencer

Na ocasião, impossibilitados de contratarem novos colaboradores, os sócios chegaram a dormir dentro da empresa para garantir que as máquinas, que produziam as peças, funcionassem ao longo das 24 horas e durante os sete dias da semana.

Perseverança e dedicação que foram decisivos para o crescimento do negócio ao longo dos cinco anos de história. “Hoje, nós temos 21 funcionários e atuamos com mais de 800 itens, dos quais 95% são fabricados no Brasil”, afirma Rosa.

Mensalmente, a Roco produz, em sua fábrica situada no bairro Progresso, em Blumenau, até 300 mil peças, que são vendidas em todo o território nacional. Em abril de 2019, a empresa realizou a primeira exportação para o Paraguai.

O céu é o limite

Engana-se quem pensa que Rosa e Cognacco já estão satisfeitos e querem parar por aí. O próximo desafio à frente da Roco será iniciar a construção, em 2022, de uma nova planta fabril com oito mil metros quadrados, o que possibilitará o aumento do número de peças disponibilizadas e do quadro de funcionários. “Queremos ser referência no segmento de hidráulico e a gás”, finaliza Rosa.

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