Em 1995, Fredrick Moll, Robert Younge e John Freund, fundaram a empresa Intuitive Surgical Inc., empresa responsável pelo equipamento robótico da Vinci. O potencial de difusão de aplicações clínicas de equipamentos robóticos foi reconhecido pela primeira vez em 1997, quando o Intuitive Surgical’s da Vinci foi utilizado para realizar a primeira colecistectomia robótica na Bélgica por tele presença.

A primeira cirurgia robótica no mundo foi em 2002. No Brasil esta modalidade completou 10 anos em 2018 com mais de 17 mil cirurgias usando esta tecnologia minimamente invasiva que garante precisão, alta precoce e tempo de recuperação mais rápida. Ela cresceu mais de 60% comparando os anos de 2017 com 2018. Em Santa Catarina, esta jornada com o primeiro robô se iniciou em 2019 em Blumenau.

Console, aonde o cirurgião controla os braços do robô. Foto: Divulgação/Toracopulmonar

O cirurgião torácico, Dr. Giovani Mezzalira, explica que essa tecnologia apresenta uma resolutividade enorme por causa das capacidades dos equipamentos disponíveis que o cirurgião pode usar para completar as cirurgias.

"Os benefícios para os pacientes são uma menor taxa de perda de sangue, uma menor hospitalização, menos dor e com isto, um menor tempo para o retorno as suas atividades normais", destaca.

Segundo ele, uma visão 3D (nos sistemas anteriores, a imagem era transmitida em 2D) proporciona ao cirurgião maior amplitude de movimentos com os instrumentos cirúrgicos. Eles são articulados e mimetizam movimentos dos punhos e mãos.

Isto garante maior precisão dos movimentos, pois o sistema filtra o tremor das extremidades das mãos, gerados pelos próprios batimentos cardíacos do médico que está manuseando. “Estes detalhes tornam esta cirurgia perfeita para regiões de difícil acesso”, completa.

O Dr. Giovani ainda ressalta que a cirurgia robótica torácica se firma a partir de estudos e mostra eficiência em cirurgias complexas na região torácica como: o câncer de pulmão, o nódulo pulmonar, metástases pulmonares, bronquiectasias, Timoma, Miastenia Gravis, tumores de mediastino, síndrome do desfiladeiro torácico, entre outros.

Este ano após ter iniciado as graduações em 2018, o especialista terminou uma pós-graduação em cirurgia robótica, com uma especificação para o Sistema Robótico que é usado em Blumenau. Em julho de 2021, finaliza a segunda pós-graduação no centro robótico do Hospital Albert Einstein em São Paulo, o maior centro robótico da América Latina.

“O objetivo destas especializações é poder oferecer um serviço de cirurgia torácica extremamente atualizado para o nosso povo, com a possibilidade de oferecer tanto em Blumenau quanto no Albert Einstein - locais que passarei a operar - os meus pacientes”, finaliza.

Os braços robóticos em ação. Foto: Divulgação/Toracopulmonar

Sobre o especialista

O Dr. Giovani W. Mezzalira (CRM-SC 8611) atende na Clínica Toracopulmonar em Jaraguá do Sul. É formado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde também se especializou em cirurgia geral. É cirurgião torácico, especializado pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e mestre em cirurgia torácica pela PUC - PR.