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Bolsas produzidas em Corupá vão desfilar na Semana de Moda Sustentável de Milão

Foto: Divulgação

Por: Maria Luiza Venturelli

20/08/2026 - 11:08 - Atualizada em: 20/08/2026 - 13:04

Iniciado em abril deste ano, o projeto “Museu da Banana: valorização da bananicultura além do campo” celebra uma conquista histórica para a cultura, o artesanato e a economia criativa de Santa Catarina. Duas bolsas artesanais confeccionadas durante as aulas do projeto e integrantes do Coletivo Fibra Flor foram selecionadas para o desfile Brazilian Sustainable Fashion in Milan, que será realizado no dia 22 de setembro de 2026, às 14h, seguido por um showroom nos dias 23 e 24 de setembro.

A participação no evento internacional é resultado de uma parceria estratégica com a Pacoa, marca catarinense de calçados sustentáveis. A Pacoa foi convidada pela marca de moda praia consciente Celeste — uma das dez marcas brasileiras selecionadas pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em parceria com a ApexBrasil, por meio do programa Texbrasil — para compor os desfiles exclusivos e showrooms na capital italiana da moda.

Foto: Divulgação

As bolsas levarão o nome de Corupá, do Coletivo Fibra Flor e do ecossistema cultural do Museu da Banana para o mercado global.

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A designer de moda e artesã Fabiana Bertoldi destaca a importância da iniciativa.

“Trabalhar com a fibra de bananeira e conectar o nosso artesanato a marcas de moda praia e calçados sustentáveis como a Celeste e a Pacoa foi uma experiência transformadora. Levar as bolsas criadas nas oficinas de Corupá para um evento internacional em Milão demonstra que a moda circular brasileira tem sofisticação, propósito e lugar garantido no mercado global.”

Economia circular e criativa

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O projeto tem como principal objetivo valorizar e promover a cultura da banana por meio de oficinas gratuitas de artesanato e gastronomia, além da realização de um festival com um desfile de moda, proporcionando uma experiência cultural única, inovadora e intergeracional.

Na bananicultura tradicional, o pseudocaule da bananeira é considerado um rejeito agrícola. Contudo, nas aulas de artesanato, a premissa é de que nada se perde: do pseudocaule é possível extrair até cinco tipos diferentes de fibra.

As oficinas ocorrem na sala maker da Escola Estadual Teresa Ramos, onde os alunos aprendem sobre a história da bananicultura de Corupá e região, a valorização do patrimônio imaterial, as técnicas de extração da fibra e a confecção de peças de decoração, bolsas e cestos.

A mestra artesã e professora do curso, Elfi Minatti Mokwa, também destaca o significado da participação no evento internacional.

“É um orgulho imenso ver o trabalho das nossas mãos e a nossa história ganharem o mundo. Saber que a fibra que um dia foi descarte, hoje carrega a identidade de Corupá e preserva o nosso ‘saber fazer’ é a maior recompensa de uma vida dedicada ao artesanato.”

A coleção desenvolvida nesta edição traz um forte vínculo afetivo com a identidade local. O tema escolhido para inspirar o design das peças foram as orquídeas da região, em homenagem ao Orquidário Alvim Seidel, o segundo mais antigo do Brasil, localizado em Corupá e que completou 120 anos de tradição e atividades.

Foto: Divulgação

Sete anos de história do Museu da Banana

A conquista internacional coincide com o aniversário de criação do Museu da Banana. Fundado em 21 de agosto de 2019 pelo Instituto Catarina Brasilis, no Dia Municipal da Banana em Corupá, a instituição completa sete anos de atuação.

Com a missão de difundir o patrimônio histórico da bananicultura por meio do cultivo, da arte e da culinária regional, o museu atua sob o conceito da Museologia Social. Mesmo sem uma sede física, a instituição desenvolve memórias vivas, resgate da história oral, valorização do patrimônio imaterial e atividades itinerantes integradas à comunidade local.

Roseli Siewert, presidente do Instituto Catarina Brasilis, mantenedor do Museu da Banana, ressalta a importância da continuidade do trabalho.

“Manter o Museu da Banana em movimento é honrar o trabalho de gerações de agricultores e artesãos de Corupá. Nosso trabalho é garantir que a nossa identidade cultural seja valorizada e continue gerando orgulho, inovação e desenvolvimento sustentável para toda a nossa região.”

Realização

O projeto “Museu da Banana: valorização da bananicultura além do campo” é aprovado pela Lei Rouanet, do Ministério da Cultura. Realização do Instituto Catarina Brasilis. Apoio da Escola Estadual Teresa Ramos, Prefeitura Municipal de Corupá e Secretaria de Turismo de Santa Catarina. Patrocínio Máster: Supermercado Mees. Patrocínio: BRDE, Buschle & Lepper, DR Aromas & Ingredientes, Eletropoll e Lunelli.

Mais informações: Roseli Siewert – (47) 99671-3307 | Instagram: @museudabanana

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Maria Luiza Venturelli

Jornalista formada pela Faculdade IELUSC, especializada em conteúdo publicitário, cultura e entretenimento.