A Vigilância Sanitária de Jaraguá do Sul desinterditou na manhã desta quarta-feira (22) um restaurante localizado no centro da cidade, que havia sido interditado na sexta-feira (17), depois dos fiscais constatarem pelo menos três irregularidades: não estar utilizando água da rede de abastecimento público, uma exigência prevista em lei federal; manipuladores de alimentos sem a carteira de saúde e falta de alvará sanitário atualizado. Fato semelhante ocorreu há duas semanas em um supermercado no bairro Czerniewicz. Também tem ocorrido interdições em carros de lanches, food truck, lanchonetes. Na semana passada também foi realizada uma fiscalização intensa em farmácias e drogarias. Além das fiscalizações de rotinas, por solicitação de abertura de empresa ou pelas demandas de denúncias registradas na ouvidoria do SUS. A engenheira sanitarista e ambiental e gerente da Vigilância Sanitária, Nilceane Junckes Costa, explica que nos casos do restaurante e do supermercado, ambos os estabelecimentos só foram desinterditados depois que seus representantes pediram a desinterdição anexando documentos que comprovavam ter sanado as irregularidades. "Eles tiveram que apresentar comprovante de religação da rede de água ao sistema público, também comprovante de limpeza da caixa de água. Já que eles estavam usando uma água que era imprópria para o consumo, antes de colocar água do sistema de abastecimento tem que fazer limpeza da caixa de água garantindo também a qualidade na distribuição interna do estabelecimento". Com relação às farmácias fiscalizadas, Nilceane explica que o alvo foi a fiscalização para saber se havia venda de produtos sem receita médica, dentro de uma ação promovida pela Vigilância Sanitária estadual. "Mas a irregularidade mais comum que encontramos foi a venda de produtos alimentícios nas drogarias e farmácias, o que é proibido. Não se pode vender refrigerantes, balas, biscoitos, shakes, ou outros produtos que são caracterizados como alimentos". Nilceane explica que qualquer tipo de estabelecimento comercial deve sempre utilizar água de abastecimento público, ou seja, água do Samae, sendo proibido o uso de água de poço, nascente ou de qualquer outra fonte. Isso porque toda a água destinada a consumo público deve ser clorada e ter um responsável técnico que faz o acompanhamento da qualidade desta água. O Samae tem nos informado quando o estabelecimento corta a água para fazer uso de outra fonte, o que pode comprometer a saúde de seus funcionários e dos clientes, em especial comprometendo a qualidade dos produtos que são manipulados, na área de alimentação. "E na ausência deste sistema, eles devem garantir a qualidade da água e do sistema de cloração", enfatiza.