A confirmação de que uma mulher que veio do México e chegou a Jaraguá do Sul com a febre chikungunya e a dengue no final de 2015 reforça a intensificação de ações de monitoramento dos sintomas e de combate ao mosquito Aedes Aegypti. O diagnóstico foi confirmado nessa semana, através de resultado de exame laboratorial. A supervisora da Vigilância Epidemiológica de Jaraguá do Sul, Marinei Ostetto, informa que dos 14 casos suspeitos de dengue de janeiro, um se confirmou, e que outras duas suspeitas para a febre chikungunya foram à análise do Lacen (Laboratório Central) de Curitiba e aguardam resultado. Marinei esclarece que em todos os casos os pacientes receberam medicação e passam bem. “A mulher que vive no México veio passar as festas com a família aqui, mas já voltou curada”, enfatiza. Sobre o vírus zika, ela reitera que o órgão segue monitorando as mulheres em idade fértil, especialmente as gestantes, por causa do risco de microcefalia em bebês. Segundo a diretora de Atenção Básica da Secretaria da Saúde, Nádia Renate da Silva, Jaraguá do Sul dispõe de 24 unidades de saúde, mais o Pama do Czerniewicz e da Barra do Rio Cerro. “No final do ano, reforçamos as orientações do Ministério da Saúde para as unidades e vamos iniciar as capacitações de médicos, enfermeiros e agentes. No retorno do recesso, teremos capacitações”, assinala. De acordo com o coordenador do Programa de Combate ao Aedes Aegypti da Vigilância em Saúde, Augusto Poffo, foram encontrados dois focos do mosquito Aedes Aegypti em Jaraguá do Sul, ambos na fase larvária: dia 11 em um terreno baldio no Água Verde e dia 18 em uma transportadora no Centenário. São 626 armadilhas distribuídas na cidade e 154 pontos estratégicos (borracharias, lojas de materiais de construção e cemitérios). Dos 154 pontos, 79 apresentaram deficiência no controle e foram notificados ou multados. Os bairros Água Verde, Barra do Rio Cerro, Vieira, Vila Lalau e Centenário apresentaram focos em análises anteriores e recebem maior atenção dos agentes, segundo o coordenador. Ele reconhece que, após os focos encontrados, houve mobilização dos moradors e a eliminação dos criadouros e muitas ligações de denúncias: “O mosquito não foi capturado ainda na fase adulta por aqui. Se acontecer aplicaremos adulticida, que exigirá o uso de bomba costal motorizada”, antecipa.