De fácil transmissão e que pode atingir todas as classes sociais, principalmente as mais vulneráveis, a tuberculose continua sendo uma doença que preocupa a saúde pública. Em Joinville os números estão abaixo da média nacional, mas são considerados altos pela Vigilância Epidemiológica. Entre 2013 e 2015 a média ficou em torno de 250 casos por ano. Em 2016 foi de 237 casos e no ano passado caiu para 227. Quer receber as notícias do Jornal de Joinville no WhatsApp? Basta clicar aqui “Ainda assim, os números poderiam ser menores se houvesse um comportamento mais proativo da população”, avaliou a médica Patrícia Pacheco de Andrade, que integra a Unidade Sanitária da Tuberculose. “No ano passado, realizamos 60 exames por mês, número que consideramos baixo”, afirmou. A tuberculose é uma doença muito contagiosa e pode ser facilmente transmitida pelo ar, saliva ou contato direto com outras secreções corporais do indivíduo contaminado pela bactéria que transmite a doença, conhecida como bacilo de Koch. Os sintomas são tosse, febre, dor no peito, mal estar, perda de peso, suor noturno e cansaço. Qualquer pessoa com suspeita da doença deve procurar a unidade de saúde mais próxima, onde receberá orientação de como fazer os exames de escarro e raio X dos pulmões. Esses exames são feitos nos postos de saúde de Pirabeiraba, Vila Nova, Costa e Silva, Jardim Paraíso, Aventureiro, Bucarein, Comasa, Floresta, Jarivatuba, Fátima e Petrópolis. As pessoas com suspeita podem ir diretamente à Unidade Sanitária da Tuberculose, na rua Abdon Batista, 172, Centro, das 7 às 13 horas. Diagnóstico, tratamento e prevenção Apesar dos sintomas clássicos relacionados com tosse e febre, o diagnóstico nem sempre é fácil. Os sintomas podem passar despercebidos fazendo com que o paciente demore muito tempo para procurar ajuda médica. O aumento do número de pessoas com o vírus da AIDS provocou o aumento de casos de tuberculose porque o sistema imunológico debilitado tornou essas pessoas mais suscetíveis à contração da bactéria. Outro problema muito comum é o abandono do tratamento, que é feito à base de antibiótico por um período de até seis meses. O abandono se dá pelo desaparecimento dos sintomas e aparente cura nos primeiros meses. “Por isso é importante o acompanhamento dos pacientes por equipe da vigilância”, enfatiza a médica Patrícia Pacheco de Andrade. Outro ponto importante no controle da doença é a imunização dos bebês logo após o nascimento ou até os quatro anos com a vacina BCG. “Essa proteção, contudo, não chega à vida adulta”, destaca a médica. Outros fatores também são importantes na hora de evitar a doença, como evitar ambientes fechados e sem circulação necessária do ar, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz ou boca quando elas não estiverem higienizadas. *Com informações da Prefeitura de Joinville