Uma vinícola usou 135 fogueiras para salvar uma área de vinhedos da geada que aconteceu na madrugada de sábado (25), em Santa Catarina.

O caso aconteceu em uma vinícola de Campo Belo do Sul, na Serra catarinense.

A técnica foi utilizada em um hectare de terra, onde a brotação das variedades Pinot Noir e Merlot já estavam avançadas, de acordo com o engenheiro agrônomo responsável Marlus Pereira.

"Essa técnica é muito utilizada em vinhedos da França para amenizar a situação. Não há estudos específicos sobre o método, mas é uma alternativa para tentar salvar alguma área com brotação adiantada", explica.

Foto: Marlus Pereira/Arquivo Pessoal

O agrônomo ainda explicou que as fogueiras são acesas apenas quando existe chance de geada e possibilidade de danos nos parreirais.

"Nós fazemos monitoramento do tempo para saber se vai ter geada e, 24h antes, já deixamos a área pronta [...]. A partir disso, vamos monitorando a temperatura. Quando chega a 1ºC, começamos a acender as fogueiras para manter o local aquecido", diz.

Segundo a Epagri/Ciram, órgão que monitora as condições meteorológicas no estado, no sábado a região da serra de Santa Catarina amanheceu com geada e temperaturas negativas em alguns municípios.

Pereira informou que as fogueiras foram montadas com distância de 10 metros entre elas, aproximadamente, em uma área de um hectare. Na preparação foram usados toneis, madeira, palha e diesel.

"Nós começamos acender por volta da 1h com mais fogo do que fumaça, para manter aquecido, o que aumentou a temperatura na área em até 3ºC. Foi bem positivo", afirma.

O trabalho durou até às 6h, quando chegou ao fim de risco de geada e as fogueiras foram apagadas.

"A geada necrosa os tecidos e impossibilita a produção de uvas e vinhos, consequentemente. E a gente conseguiu salvar [a plantação]", o agrônomo explica.

Com informações de g1 SC.