Receber a notícia que um familiar teve alta do hospital, e você poderá levá-lo para casa, desperta aquele sentimento de alívio e alegria. Ainda mais para quem sofreu ao saber que um ente querido precisou ser enviado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por conta do coronavírus.

Na semana passada, três mulheres que tiveram complicações decorrentes da doença venceram a batalha contra a Covid-19 e puderam voltar para os braços dos familiares, após dias internadas no Hospital Santo Antônio, em Blumenau.

Esvaldina Iraci de Moura

Com uma rosa na mão e um cartaz que dizia “eu venci o coronavírus – Covid-19”, o filho Marcos estava ansioso e impaciente na recepção do hospital. Fazia dias que não via sua mãe, internada desde o dia 16 de julho. Dona Esvaldina, de 55 anos, moradora de Blumenau, ficou seis dias na UTI do Santo Antônio.

Seu genro Amarildo, Dona Esvaldina e seu filho Marco | Foto Comunicação/HSA

Marcos relatou o sentimento de medo e angústia que teve neste período. “Todo mundo dizia que quem vai para a UTI geralmente acaba morrendo, ainda mais ela que tem muitas doenças, as comorbidades que todo mundo diz agora, mas ela conseguiu vencer essa luta e agora poderemos ir juntos para casa”, disse, emocionado.

Nilse Natalina Dimas

Sua filha e seu genro só conseguiram definir a Dona Nilse em apenas uma palavra: “Mãezona”, aquela pessoa que abraça todo mundo, e que se puder, coloca o mundo embaixo do braço para cuidar. Mãe de oito filhos, vários netos e bisnetos, são 72 anos de pura sabedoria.

Seu genro Edgar, Dona Nilse e sua filha Marilene | Foto Comunicação/HSA

Dona Nilse atualmente mora em Indaial, não possuía nenhuma doença preexistente, mas a idade foi um fator que a levou a ficar 18 dias internada, dos quais dez na UTI. Recuperada, ela pôde, enfim, ir para casa junto dos familiares que ela ama.

Ludiceia Xavier de Camargo

Uma pessoa jovem e cheia de vida, é assim que seu esposo Claudemir, emocionado, a definiu. Enquanto isso, sua filha olhava a todo momento para o corredor, ansiosa com o tão aguardado reencontro. Ludiceia, que tem 37 anos, permanecia em casa, e seu esposo que saía para trabalhar foi quem contraiu o vírus.

Ludiceia, seu esposo Claudemir e sua filha Jhenyffer | Foto Comunicação/HSA

“Infelizmente, eu positivei, mas me recuperei bem e em casa. Ela precisou vir ao hospital, e começou a piorar, sabíamos que ela tinha problema de pressão alta, mas não sabíamos que isso seria um agravante”, relata Claudemir. Ludiceia passou três dias na UTI, onde reuniu força para se recuperar rapidamente. Depois do susto, ela voltou para casa junto com a família.

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