Um parque que previna inundações e também proporcione lazer e contemplação da natureza. A ideia parece boa demais para ser verdade? Pois saiba que é totalmente possível.

Chamado de Parque das Águas, esse conceito de área de lazer tem a função de minimizar o impacto causado pelas cheias de rios, ao mesmo tempo que traz equipamentos para o lazer e bem estar.

Em Jaraguá do Sul, a Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali) elaborou um projeto piloto para construir um Parque das Águas nas margens do Rio Jaraguá. O local fica no bairro Vila Nova, em um terreno ao lado da sede da associação.

 

 

“Esse projeto na verdade vem já de alguns anos, desde 2014, quando foi feito o plano de prevenção de cheias, também pela Amvali”, explica o engenheiro civil da entidade Guilherme Gustavo Ohlweiler.

Trabalhando no plano, a equipe da Amvali pensou na ideia do parque como uma das formas possíveis de prevenção e partiu para a elaboração de um projeto-piloto. A ideia é que o parque na Vila Nova sirva como referência para a implantação de outros semelhantes na cidade ou região.

A diretora executiva da Amvali Juliana Pereira Horongoso Demarchi aponta que, além de pensar em reduzir os danos causados pelas cheias, o local também foi escolhido porque o bairro ainda não conta com uma área de lazer pública.

Bacia que contém a água

O principal elemento do parque é a sua bacia de contenção. Quando não inundada pela água do rio, o espaço funcionaria como uma quadra de esportes multiuso. Porém, ela seria construída dentro da terra, a alguns metros de profundidade, deixando ela num nível mais baixo do que o restante do terreno.

Por um sistema de tubos, quando o rio ficar muito cheio, um volume de água entraria pela tubulação, encheria a bacia e ali a água ficaria retida. Essa contenção, explica o engenheiro, é o que segura um pouco a subida da água para as casas do entorno.

Foto: Reprodução/Amvali

Ao mesmo tempo, o sistema também faz com que a água retorne mais devagar ao rio, diminuindo também o impacto ao chegar perto da ponte do Beira Rio que, por ser uma curva, acumula muito material, também contribuindo nos alagamentos.

O projeto prevê ainda o plantio de árvores para a recuperação das margens do terreno, que vem sendo desgastadas e acabam sendo reduzidas.

Mirantes

Outro elemento que promete ser um dos principais atrativos do Parque das Águas são os dois mirantes projetados, que seriam interligados por meio de uma ponte. As estruturas ainda teriam caixas coletoras de água da chuva.

Academia ao ar livre, área para caminhada e um pórtico de entrada também fazem parte dos planos. A proposta ainda traz um deck para caiaques, voltado principalmente para servir de apoio ao clube de canoagem Kentucky que faz campanhas de limpeza nos rios da cidade.

Foto: Reprodução/Amvali

No entanto, ainda não há previsão de quando o projeto poderá sair do papel. O orçamento estimado para todas as obras do parque é de R$ 1 milhão, fora eventuais custos com desapropriação de terrenos.

O vereador Anderson Kassner (PP) vem movimentando a ideia no município. Ele conta que está correndo atrás de recursos para a obra, entre deputados, e também levou a ideia à Prefeitura.

Para tentar diminuir os custos, o engenheiro da Amvali Guilherme Ohlweiler destaca também que o projeto foi pensado para ser construído por partes, diminuindo o investimento inicial necessário.

 

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