Por William Fritzke | Foto Ilustrativa Todos conhecem os riscos inerentes à profissão de agente de segurança pública. Historicamente, em Jaraguá do Sul temos bons índices de segurança e baixa criminalidade, mas, em cidades vizinhas o “buraco é mais embaixo”. Hoje, nenhuma viatura (fora os blindados chamados de caveirões) tem blindagem, sendo assim, o profissional, ao chegar numa ocorrência, está exposto a grandes riscos, como o de ser baleado por bandidos antes mesmo de desembarcar para revidar. Pensando nisso, mesmo que a passos lentos, uma proposta de lei que deu entrada na Câmara dos Deputados em 2014 foi aprovada durante a última semana. A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado outorgou proposta que determina a blindagem balística de todas as viaturas operacionais dos órgãos de segurança pública, para assegurar a proteção dos seus ocupantes. O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Marcelo Delaroli (PR-RJ), ao Projeto de Lei 8146/14, da deputada Keiko Ota (PSB-SP). O relator rejeitou as propostas apensadas (PLs 357/15, 2139/15, 5731/16 e 7030/17). “Estima-se que, no ano de 2014, 398 policiais tenham sido mortos”, justificou Delaroli. “Esse nível de vitimização é alarmante e chega a ser seis vezes maior do que nos Estados Unidos, por exemplo”, completou. O relator acrescentou artigo ao projeto de lei para estabelecer que a blindagem balística das viaturas que estiverem em uso será realizada, de forma gradativa, no prazo de dois anos da entrada em vigor da lei, se ratificada. Por fim, o texto aprovado pela comissão define que a instalação da blindagem deverá ser iniciada pelo para-brisa frontal. O projeto ainda será analisado, de forma conclusiva, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Maior Segurança Para o responsável pela comunicação social do 14° Batalhão de Polícia Militar de Jaraguá do Sul, major Aires Volnei Pilonetto, esta seria uma importante alteração. “Tudo que for destinado para a maior segurança do policial será bem-vindo”. Estudos de viabilidade ainda terão de ser realizados, tendo em vista que a blindagem acarreta maior desgaste do veículo e dos pneus, mais gasto de combustível e, consequentemente, exigiria viaturas mais potentes, diferentes das que hoje são utilizadas em sua grande maioria.