O secretário municipal de Transporte e Mobilidade Urbana, Marcelo Roberto da Silva, não vê possibilidade de uma redução imediata do valor da tarifa do transporte coletivo de Florianópolis.

A proposta foi apresentada na audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores da Capital na semana passada para discutir a formatação do valor da tarifa, levando em consideração da redução de R$ 0,46 no preço do litro óleo diesel, determinada pelo governo Federal ao final da paralisação dos caminhoneiros, em junho.

No encontro, o secretário reforçou que por lei o reajuste é feito uma vez por ano, tradicionalmente entre novembro e dezembro. “A atual tarifa já está defasada e se houvesse uma revisão neste momento, a passagem certamente subiria de preço”.

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1 – Reduzir imediatamente o preço da passagem levando em conta o valor bancado pelo governo Federal;

2 – Se não for possível, que se faça essa redução quando da análise do reajuste da tarifa, que acontece tradicionalmente no final do ano;

3 – Levando em consideração de que o governo Federal está financiando a redução no preço do diesel, e esse valor não está impactado na tarifa, que se crie o “domingo livre”, para que o passageiro de alguma forma seja beneficiado pela redução do valor do óleo.

As propostas foram apoiadas pelo vereador Vanderlei Farias (PDT), que ao final da audiência pública também pediu um levantamento, com documentos, do volume de recursos arrecadados com as publicidades nos terminais de passageiros e nos ônibus e qual o caminho desse dinheiro.

Realizado no âmbito das Comissões de Viação, Obras Públicas e Urbanismo e de Defesa do Consumidor, o encontro teve na  presidência o vereador Fábio Braga (PTB) e contou com a participação dos vereadores Marquito (PSOL), Lela (PDT) e Carla Ayres (PT), mas não contou com a participação de nenhum representante do Consórcio Fênix, gestor do sistema transporte coletivo de Florianópolis.

 

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