A vegetação que atinge e compromete o fornecimento de energia a granjeiros, montadores de caixas de bananas, produtores de hortigranjeiros e centros de processamentos de alimentos, especialmente em ventanias e temporais, levou o vereador Eugênio Juraszek a lançar um projeto piloto, inicialmente no bairro Rio da Luz, para a realização de um mutirão para podas e derrubadas de árvores. O tema foi apresentado na tribuna da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul na terça-feira (2) e gerou uma comissão para avaliar a execução do projeto, com a participação da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), da Fujama (Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente), da Defesa Civil e da comunidade. Em dezembro do ano passado foi aprovado um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Santa Catarina que estabelece limites ao plantio nas proximidades da rede elétrica, com distância mínima de 20 metros para árvores de grande porte. A Celesc estima a existência de 38 mil árvores plantadas em áreas que ameaçam linhas de transmissão e que 80% das interrupções são causados pela vegetação. A intenção de Juraszek é que a arrancada do mutirão aconteça na manhã do dia 13 de fevereiro. A comissão que dará suporte técnico para a atuação dos voluntários que farão o corte da vegetação deve começar os trabalhos a partir da próxima semana. A ideia é repetir a iniciativa em localidades como Ribeirão das Pedras e Tifa Jararaca. O gerente regional da Celesc de Jaraguá do Sul, Luiz de Freitas Melro Neto, lembra que ação semelhante a esse projeto piloto foi implementada em 2014 e se comprometeu em fazer um levantamento dos dados referentes à incidência de problemas na rede elétrica pela proximidade de árvores. “92% dos nossos desligamentos são por vegetação na rede. Às vezes desliga, outras, arrebenta a fiação”, observa. Ele cita que o município de Corupá é um dos mais atingidos com quedas de energia desse tipo. O gerente enfatiza que a estatal paga R$ 500 mil por ano a uma empresa terceirizada para a poda e roçada embaixo das redes: “O que gastamos é pouco, precisaríamos de R$ 1,5 milhão. Portanto, toda a ajuda é bem-vinda”. Ele salienta que é necessária a emissão de autorização para a supressão da vegetação em 15 metros debaixo da rede (7,5 metros de cada lado da rede de alta tensão).