O Veleiro ECO, desenvolvido por professores, pesquisadores e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina, por pouco não causou um grave acidente na tarde desta segunda-feira (22) em Florianópolis.

Por conta do forte vento nordeste e de falha na amarração, o primeiro veleiro de expedições científicas oceanográficas do Brasil, se desprendeu de uma poita – estrutura submersa em que se prende barcos, espécie de âncora – e ficou à deriva no mar de Jurerê.

Embarcação se soltou da amarração mas não bateu em nenhum outro barco | Foto Divulgação/Redes Sociais

Por sorte não bateu em outra embarcação nem atingiu nenhuma pessoa, uma vez que estava ancorada próximo ao Iate Clue Velerios da Ilha, em Jurerê. A maré levou o veleiro para a praia, onde encalhou e ficou adernado.

Os pesquisadores da UFSC, responsáveis pelo projeto, esperavam a maré encher (por volta das 2h) para, com auxilio de um reboque e uma escuna, recolocar o veleiro em alto mar.

O veleiro tem 60 pés de comprimento, o que equivale a 20 metros, e outros 5,3 metros de largura. O casco foi construído em alumínio, com equipamentos que permitem a navegação em diversas áreas, como mangues, zonas de águas rasas e também em águas profundas.

Responsáveis esperavam a maré encher para retirar veleiro da praia | Foto Divulgação/Redes Sociais

O barco pode levar até 8 pesquisadores para expedições longas, além de dois tripulantes. Para missões curtas, sem pernoite, até 20 pessoas podem ser levadas.

Além de equipamentos para a coleta de material da água, o barco possui laboratórios que podem ser usados para análises preliminares dos itens que forem retirados do mar. Até agora, o investimento para a construção do barco já chegou a US$ 2 milhões.

 

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