Números divulgados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) apontam que 21 macacos já morreram por suspeita de febre amarela no Vale do Itajaí, em 2020. Ao todo, foram registradas 64 mortes do animal no estado somente nos primeiros 20 dias do ano, um crescimento de mais de três vezes em relação a janeiro de 2019.

Na região, foram registrados dez casos em Pomerode, sete em Blumenau, um em Indaial, um em Rodeio, um em Timbó e um em Luiz Alves. As causas das mortes ainda estão em análise pelo Instituto Carlos Chagas, unidade da Fiocruz no Paraná, laboratório de referência para Santa Catarina.

Por conta do cenário, a Dive pede para que os profissionais de saúde fiquem atentos aos casos de suspeita da doença e reforça a importância da vacinação e da notificação da morte ou adoecimento de primatas. Lembrando que os macacos não transmitem febre amarela, são tão vítimas quanto os humanos e cumprem função de alerta sobre a circulação do vírus em determinada área.

Em 2019, Santa Catarina confirmou as mortes de dois homens por febre amarela, um de 36 anos, de Joinville, e outro de 40, morador de Itaiópolis. Ambos não tinham registro da vacina. Além disso, seis primatas tiveram a causa da morte confirmada em decorrência da doença.

Como se proteger?

A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos em áreas silvestres e próximas de matas. A única forma de se proteger é por meio da vacinação. De acordo com a Dive, até o momento, a cobertura vacinal no estado está em 84%.

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