Gerente aguardava remessa na tarde ontem. No estoque, havia apenas três frascos contra hepatite B - Foto: Eduardo Montecino
Gerente aguardava remessa na tarde ontem. No estoque, havia apenas três frascos contra hepatite B - Foto: Eduardo Montecino
Chegaram ontem doses de vacinas que faltavam na rede pública de Saúde da microrregião. As unidades de saúde de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Massaranduba, Schroeder e Corupá estavam praticamente todas zeradas de doses contra hepatite A, hepatite B e tetraviral, segundo a coordenadora de Imunização da Gerência Regional de Saúde, Clairi Mara Bihr.
A Regional de Saúde recebeu 2.790 doses ao combate da hepatite B (adulto), 350 doses da tetraviral e 350 doses para hepatite A, destinadas a crianças de um ano e três meses. “A hepatite A não veio em fevereiro e a tetraviral veio em janeiro”, atesta Clairi Mara. Não há previsão se os envios serão normalizados nos próximos meses.
Também foram recebidas 2,3 mil doses da dT (dupla tétano), 1,2 mil doses da pneumocócica 10-valente, quatro mil doses da triviral, 1,8 mil doses da pentavalente e 1,4 mil doses da meningocócica, consideradas de rotina. Dois terços desse montante é distribuído nas unidades de Jaraguá do Sul.
Ainda faltam as doses para imunizar crianças especiais contra difteria, coqueluche e tétano.
Outras doses em falta
Outras doses em falta são: DPT acelular para gestantes e DPT reforço, para crianças com um ano e quatro anos de idade, que até então estava sendo substituída pela pentavalente. Segundo a coordenadora, a DPT é importada e também está em falta na rede privada de saúde.
Até fevereiro, cinco tipos de vacinas estavam em falta em Santa Catarina para gestantes, adultos e crianças. A maior preocupação é com a vacina contra hepatite B. Segundo o governo do Estado, o governo federal deveria enviar 80 mil doses por mês para imunização contra a doença, o que não ocorria há três meses.