Os problemas urinários são comuns no Brasil e podem afetar homens, mulheres e também crianças prejudicando a qualidade de vida. Conforme um recente estudo, no Brasil, 65% da população relata ter, pelo menos, um sintoma urinário, que pode incluir aumento da frequência, acordar durante o sono para ir ao banheiro e sentir urgência ou necessidade de fazer força para urinar.

O que muitas pessoas não sabem, porém, é que esses e muitos outros sinais podem esconder doenças bastante incômodas e que exigem acompanhamento médico. Entre elas estão as cólicas renais, as infecções urinárias, a hiperplasia prostática benigna (HPB) e os tumores.

A urologia é uma especialidade cirúrgica da medicina que diagnostica e previne essas doenças relacionadas ao trato urinário. Ela trata as doenças dos órgãos genito-urinários, que compreendem os rins, ureteres e bexiga.

Na parte masculina, os tratamentos englobam próstata, pênis e testículos e, nas mulheres, a parte genital feminina, principalmente, com relação à incontinência urinária. Nas crianças, o foco está na fimose e nos problemas renais (como hidronefrose, refluxo vesico-ureteral, válvula de uretra posterior) e até mesmo os tumores.

Outros problemas, como impotência sexual, ejaculação precoce, infertilidade, incontinência urinária ou dificuldade para urinar, também devem ser levados ao consultório dos urologistas.

Os especialistas, atualmente, têm trabalhado fortemente na prevenção do câncer de próstata, que é o objetivo maior da Sociedade Brasileira de Urologia. De acordo com os urologistas Raphael Lahr e Lucas Galdino, da Uro Centro Jaraguá, os exames são feitos em todo homem a partir dos 50 anos.

“Naqueles que possuem histórico familiar de câncer o processo começa mais cedo, aos 45”, ressalta Lahr. Ele explica que os exames indicados são o PSA, que é feito a partir da coleta de sangue, e o toque retal. “Não havendo alterações, uma vez ao ano é importante realizar o acompanhamento”, complementa Galdino.

Tecnologia a serviço da medicina

Até alguns anos atrás, as cirurgias urológicas eram feitas com grandes incisões. Com o avanço da tecnologia, hoje, é possível realizar pequenos cortes para que, com uma câmera, seja possível aumentar a imagem em até 20 vezes.

Assim, os urologistas conseguem ver melhor os tecidos e, com isso, não os agredir tanto, evitando sangramento e transfusão sanguínea. As cirurgias minimamente invasivas, ou videolaparoscópicas, dão mais conforto no pós-operatório, com menos dor e retorno mais rápido às atividades, além de proporcionar um melhor resultado estético.

Outro diferencial, de acordo com os médicos, é o uso de imagens nas consultas para dar uma noção maior aos pacientes sobre os procedimentos e tratamentos. “O paciente entende melhor o que está acontecendo com ele. Buscamos tornar a medicina mais didática, mostrando o porquê daquele tratamento estar sendo oferecido”, destaca o Galdino.

Da mesma forma, há um cuidado importantíssimo com o pós-operatório. Nele, os urologistas disponibilizam um canal direto para que o paciente possa acessar informações e resolver qualquer questão referente ao tratamento.

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  • Dr.  Lucas Sfier Galdino - CRM-SC 24257 / RQE 14678
  • Dr. Raphael Lahr - CRM-SC 15336 / RQE 12374