Os profissionais de saúde do HSJ (Hospital São José), de Criciúma, receberam, na tarde dessa sexta-feira, 300 protetores faciais para uso no enfrentamento da pandemia da Covid -19.

Os equipamentos produzidos pela Unesc, com uso da tecnologia de impressão 3D, já receberam cinco atualizações desde o dia 17 de março, quando o projeto foi idealizado pela reitora da Universidade, Luciane Bisognin Ceretta.

Para o técnico responsável pela segurança do trabalho do Hospital, Régis Dieke, a partir desta data o colaborador da instituição terá mais tranquilidade ao prestar serviços à comunidade.

“A doação da Universidade vem trazer segurança aos nossos trabalhadores neste momento de pandemia. O profissional de saúde, a partir do momento que recebe este equipamento, se sente mais confiante para prestar seus serviços de excelência, seja ao paciente com suspeitas ou confirmação de contaminação”, afirma.

A palavra segurança também foi destacada pela diretora geral do Hospital, Irmã Isolene Lofi, que reafirmou a importância do item no dia a dia daqueles que se colocam na linha de frente da luta contra o coronavírus.

“Vai suprir a necessidade de 300 colaboradores, do pronto-socorro às clínicas de tratamento. Eles chegam em ótima hora”, frisa.

Na segunda-feira (27/4) uma nova entrega será realizada nas Clínicas Integradas da Universíade, totalizando 400 protetores faciais disponibilizados aos profissionais de saúde.

Caracterizado com um formato simples, o produto tem grande eficiência para isolamento do usuário, proporcionando uma experiência segura e confortável/Fotos: Leonardo Ferreira

Os hospitais Nossa Senhora da Conceição, de Urussanga; São Donato, de Içara; Santa Catarina, de Criciúma, e o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) já receberam lotes dos equipamentos.

A evolução dos protetores faciais

Caracterizado com um formato simples, o produto tem grande eficiência para isolamento do usuário, proporcionando uma experiência segura e confortável.

Sua forma também garante confiança após o uso. O profissional terá facilidade ao higienizar seu equipamento.

O projeto, coordenado pelo professor Felipe Zanette, passou por transformações desde de sua primeira formulação.

“Já temos melhoramentos para o futuro do projeto, idealizados a partir das experiências iniciais de uso. O tempo de produção também foi reduzido. Inicialmente a produção era de três horas para cada unidade. Hoje um processo completo de produção e montagem é realizado em 15 minutos”, destaca.

Desde a primeira versão do protetor facial, o trabalho é desenvolvido na estrutura do IDT (Instituto de Engenharia e Tecnologia), que incluí laboratórios de Design, Simulação de Modelos, Metrologia, Processamento de poímeros, usinagem e outros espaços de trabalho, localizados no Iparque (Parque Científico e Tecnológico).