Uma nova audiência irá debater, no dia 26 de julho, as diretrizes que servirão como base para a elaboração do novo edital de concessão do transporte público coletivo em Jaraguá do Sul. Organizada pela Prefeitura e pelo Instituto Jourdan, a audiência tem início marcado para as 18h30 e será realizada no auditório do Centro Empresarial (Cejas). As propostas apresentadas ao público fazem parte do Plano de Transporte Público do município, estudo realizado pela empresa Urbtec, de Curitiba, que está em andamento desde dezembro de 2014. De acordo com o secretário de Urbanismo, Ronis Bosse, a audiência oportuniza a troca de ideias e, principalmente, possibilita que o poder público conheça de forma mais efetiva as demandas da comunidade. O novo edital do serviço será lançado em agosto, quando vence o contrato da Prefeitura com a Canarinho. Abaixo conheça algumas das propostas que devem servir de base para a elaboração da concorrência pública: CRIAÇÃO DE UM CENTRO DE CONTROLE OPERACIONAL Tem como objetivo possibilitar o monitoramento e o diagnóstico para a construção de um sistema mais inteligente, por meio da coleta e integração de dados. • Sistema de fiscalização e controle: contempla equipamentos que tem como objetivo fiscalizar e educar os condutores, apoiar a gestão do tráfego em tempo real, classificar veículos, identificar irregularidades e gerar receita. • Sistema de informações ao usuário: prevê a utilização de sistemas de áudio, painéis eletrônicos e aplicativo para web para fornecimento de dados sobre trânsito, itinerários, emergências, rotas e tempo de espera. • Sistema de planejamento e coleta de dados: possibilita a criação de um banco de dados completo, tornando mais eficientes o planejamento de obras viárias e a gestão do transporte coletivo. • Sistema de gestão do trânsito: ferramentas para refinar as informações, de forma a auxiliar na tomada de decisão. Entre elas, equipamentos para medição de densidade de tráfego, velocidade, ajuste de tempo de semáforo, características de cada linha, entre outros. • Sistema de monitoramento eletrônico: utiliza câmeras para monitoração da qualidade do serviço nos ônibus e terminais. O objetivo é mensurar o volume de passageiros, regulamentar horários e montar um banco de dados sobre velocidade, localização, rota, quilometragem e condução dos veículos. Por que investir? Com a participação mais ativa do poder público, é possível investir de maneira mais eficiente, criando ações duradouras e contínuas. linha azul AMPLIAÇÃO DO USO DO TRANSPORTE COLETIVO O percentual de utilização do transporte coletivo ainda é baixo em Jaraguá do Sul. Por aqui, 21,5% das pessoas optam por este modal, enquanto 46,4% utilizam o transporte individual. Segundo o estudo, nos fins de semana o uso do automóvel chega a 79%, enquanto o do ônibus é de 3,4%. Como meta, o plano propõe elevar o percentual da distribuição modal incrementando a demanda entre 2% e 5% nos primeiros cinco anos. Por que investir? Quanto mais pessoas utilizarem o sistema público, menos veículos individuais circularão pela cidade, desafogando o trânsito. Ainda tende a tornar o preço mais atrativo. linha azul ADEQUAÇÃO DAS LINHAS O sistema de transporte coletivo conta com 23 linhas e 563 itinerários. A proposta do plano é manter a cobertura, mas introduzir pequenas mudanças. A ideia é readequar o sistema para 35 linhas estruturantes, uma linha circular e 70 itinerários, de maneira a cobrir o máximo de ruas sem ter dois ou mais veículos atuando em regiões muito próximas. O número de quilômetros cobertos por dia pelo transporte coletivo passaria de 18,4 mil para 16,1 mil. Por que investir? A readequação das linhas e rotas permite aumentar a oferta de horários e conferir mais produtividade, acessibilidade e confiabilidade ao sistema. linha azul TRAJETOS CENTRAIS E TERMINAIS DE INTEGRAÇÃO O plano propõe, em longo prazo, a implementação da chamada “troncalização”. Em resumo, o modelo trabalha com veículos em trajetos centrais que levam os passageiros até áreas periféricas que estão ligadas às linhas dos bairros, retirando o excesso de ônibus do centro, semelhante ao que é feito em muitos sistemas de metrô. A proposta inclui a criação de eixos principais e quatro terminais de integração. Por que investir? O modelo ajuda a descentralizar o fluxo de ônibus e a ampliar a eficiência e organização das linhas.