Os trabalhadores da Comcap deflagraram greve por tempo indeterminado em protesto ao projeto de reforma administrativa enviado pela Prefeitura de Florianópolis para a Câmara de Vereadores, que, de acordo com a categoria, retira direito adquiridos aos longos do últimos anos.

Inicialmente os servidores da autarquia fizeram uma paralisação para chamar a atenção sobre a tramitação do projeto, solicitando que ele não avançasse no Legislativo municipal. Como avançou, decidiram pela greve.

A prefeitura nega corte de direitos. “Atualmente, as vantagens oferecidas são desproporcionais a todos os outros órgãos municipais. Além de promover uma igualdade, ou proximidade, das vantagens entre os servidores, a Prefeitura irá economizar mais de R$ 20 milhões por ano. As mudanças propostas não alteram nenhum direito previsto na legislação trabalhista, bem como não diminuem o salário registrado em carteira de trabalho. Apenas as vantagens e benefícios receberão reformulação. As principais mudanças são referentes às horas extras, vales alimentação e lanche, adicional de férias, vale transporte, e também alguns auxílios”, defende a prefeitura.

Greve ilegal

 

Na noite desta terça-feira (19), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, através do Desembargador Júlio César Knoll, decretou a ilegalidade do movimento grevista. Knoll determinou que o sindicato e os servidores “se abstenham de tumultuar a prestação de serviços em todas as unidades, de bloquear o acesso e constranger servidores e empregados que não participem do movimento”. Prevê multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

 

Coleta mantida

Após mais de 40 horas de paralisação da Comcap no recolhimento do lixo, a Prefeitura de Florianópolis contratou uma empresa privada e está retomando o recolhimento de resíduos na noite desta terça-feira (19).

De imediato, a empresa vai iniciar com 16 roteiros, começando pelas regiões Central, Continental e Norte da Ilha. O município vai pagar R$ 175,10 por tonelada recolhida, enquanto para a Comcap, exclusivamente para a coleta, são investidos R$ 420,80 a tonelada. Durante a greve ilegal da Comcap, a Prefeitura de Florianópolis segue realizando a coleta de lixo na Capital, por meio de uma empresa contratada emergencialmente.

 

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