A detecção precoce da infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) com testes de Covid-19 é fundamental para tratar e frear o avanço da Covid-19, que já causou milhares de mortes oficiais no Brasil.

O problema é que os primeiros sintomas de contágio podem aparecer entre 2 e 14 dias depois da exposição ao vírus, com período médio de incubação de cinco dias.

Ou seja, para combater a propagação, além do distanciamento social, os testes de diagnóstico para o coronavírus se tornaram ferramenta essencial nesse combate.

Isto porque, quanto antes tratado, maiores são as chances de tratamento e recuperação do paciente.

O novo coronavírus (SARS-CoV-2) - que provoca a Covid-19 -, assim como outras síndromes respiratórias graves, pode causar desde um resfriado simples até doenças sérias como a pneumonia aguda.

Estudos demonstram que a Covid-19 pode ser assintomática em até 89% dos casos, mas é capaz de gerar manifestações perigosas como falta de ar, tosse, hipóxia (oxigênio insuficiente nos tecidos para manter as funções corporais) e febre, colocando em risco especialmente pessoas com comorbidades, dentre elas, portadores de doenças crônicas, cardiopatias, obesidade e asma.

Foto Divulgação/PMG

Mas você sabe quais são as principais formas de identificação do vírus no organismo, o que as difere e em qual estágio da contaminação cada uma delas é indicada para gerar resultado confiável?

Para responder essa dúvida, o doutor em Genética e Biologia Molecular Luis Felipe Valter de Oliveira, CEO da BiomeHub, startup especializada em tecnologia para a Saúde e que produz testes em pool para detectar o SARS-CoV-2, separou informações de como funcionam as principais formas de identificação do novo coronavírus.

Teste de Covid-19 Molecular (RT-PCR)

Em caso de exposição ao SARS-Cov-2, nos primeiros dias, a quantidade de vírus no organismo é tão baixa que nenhum teste consegue identificar a infecção. Após alguns dias, a quantidade de vírus aumenta e, assim, é possível detectá-lo pelo teste molecular (RT-PCR).

Este modelo de testagem detecta o material genético do vírus (RNA) e, no caso do SARS-Cov-2, se caracteriza por elevada sensibilidade e especificidade, sendo que doentes com maior carga viral podem ter maior probabilidade de um teste positivo.

Esse teste exige instalações e técnicas laboratoriais específicas, com níveis restritos de biossegurança, e é capaz de detectar diretamente a presença de componentes específicos do genoma do vírus.

Sua aplicação deve ser utilizada para diagnóstico da doença nas fases assintomática, pré-sintomática ou sintomática, preferencialmente por volta do 2º ao 7º dia da infecção (etapa de aumento da carga viral).

Testes de Covid-19 rápidos

Os testes rápidos podem detectar tanto proteínas do próprio vírus (antígenos) quanto proteínas produzidas pelo organismo em resposta ao vírus (anticorpos - lgG e lgM):

Teste de Covid-19 rápido (antígeno)

Para o teste rápido (antígeno) é necessário uma quantidade de vírus muito grande no corpo e por isso ele só consegue ser detectado em pacientes com alta carga viral. Nesse teste, pouco sensível, é possível detectar alguma proteína do vírus no organismo.

Os testes que detectam a presença do antígeno devem ser realizados na fase de maior carga viral (3° ao 7° dia). Estes testes são utilizados no diagnóstico na fase aguda da doença.

Teste de Covid-19 rápido (sorologia)

Detecta o aparecimento de anticorpos IgM e IgG (sorologia) que aparecem entre 10 a 20 dias após o início da infecção. Isso acontece porque após a infecção, o antígeno estimula o sistema imunológico a produzir uma resposta imunológica, e os anticorpos correspondentes aparecem no sangue.

Medianamente sensível, esta abordagem aponta a produção de anticorpos que organismo produz contra o vírus, ou seja, detecta se o organismo produziu defesas contra o vírus.

O diagnóstico sorológico é importante para os pacientes que apresentam carga viral muito baixa, abaixo do limite de detecção dos ensaios de RT-PCR.

Como a maioria dos pacientes apresenta títulos crescentes de anticorpos, esse teste deve ser realizados a partir do início da produção dos mesmos, que se dá cerca de 7 dias após a infecção, sendo que o ideal é realizá-los a partir do 10° dia.

A detecção de anticorpos IgM tende a indicar exposição recente ao SARS‐CoV‐2, enquanto a detecção de anticorpos IgG indica exposição ao vírus há algum tempo.

Por isso, este teste não pode ser usado para confirmar que alguém possui ou não a doença, pois a pessoa pode ter o vírus, mas ainda não ter produzido IgM e IgG.

Além disso, como a presença destes anticorpos permanece por muitos dias após a doença, a presença de anticorpos não indica que a pessoa ainda esteja com o vírus. Neste caso existe a possibilidade de que ela esteja com algum grau de imunização.

O resultado aparece em formas de linhas no teste em cerca de 15 minutos. A sensibilidade e especificidade dos testes sorológicos variaram entre os fabricantes e, havendo baixa sensibilidade do teste diagnóstico pode conduzir a uma maior probabilidade de obter resultados falsos-negativos.

Com informações da assessoria de imprensa.

 

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