Dizem que o espírito de equipe e a solidariedade movem montanhas e neste momento de pandemia, mais do que nunca, é importante e necessário ajudar o próximo.

Seja através de uma ligação, doação ou visitas, qualquer ação que traga felicidade para outra pessoa é válida.

Este é o caso da jaraguaense Jânia Maria Pereira que decidiu doar os livros da filha de 10 anos para outras crianças que não têm condições de comprar livros novos.

Jânia conta que desde criança tem o hábito de ajudar as pessoas necessitadas e sua mãe foi a inspiração para isso.

"Cresci presenciando estas atitudes dela, apesar de não ter tido condições financeiras para ajudar com objetos e valores, ela doava seu tempo para ajudar com suas habilidades", explica.

Foto Divulgação

As doações não são somente de livros: Jânia é arquiteta e constantemente realiza reformas, e quando pode, doa os móveis e eletrodomésticos descartados para quem precisa.

"Por ser arquiteta, faço muitas reformas, e sempre estou doando móveis e eletrodomésticos que os clientes me liberam para doação. Assim é minha vida, odeio acumular coisas que não uso, fico pensando nas pessoas mais necessitadas e que podem utilizar algo que está em desuso", conta.

Iniciativa própria

Todos os livros doados vieram do próprio investimento de Jânia. Depois que a filha lê os livros, ela é incentivada a fazer as doações.

"Compro muitos livros para minha filha porque apesar da era digital, incentivo a leitura no livro de papel, e sempre que ela termina damos um tempo, pois às vezes ela lê novamente, e depois incentivo a fazer a doação para outras crianças que não tem condições financeiras para comprar", conta.

"Assim vamos passando este hábito de geração para geração", acrescenta.

Foto Divulgação

"É uma sensação incrível poder ver o sorriso das crianças com uma atitude tão simples", destaca Jânia.

"Temos que dar o exemplo para as nossas crianças, incentivando contato com os livros, frequentando livrarias e bibliotecas, oferecer tipos diferentes de textos e respeitar o gosto da criança", complementa.

"A leitura é um hábito que se cria, e só assim podemos mudar o futuro do nosso país", acredita.