A Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite iniciada no dia 5 de outubro tem tido pouca adesão em Criciúma. Apenas 32% do público-alvo da campanha, crianças de um ano a menores de cinco, compareceram a uma Unidade de Saúde para receber a dose extra.

A técnica de enfermagem do setor de Imunização da Prefeitura de Criciúma, Kelly Barp Zanette, afirma que a meta é vacinar 95% do público-alvo estabelecido até o dia 30. "Nós temos somente mais dez dias de campanha e restam ainda sete mil crianças para serem vacinadas. Nos meus 16 anos de profissão nunca presenciei um ano de tão baixa adesão", contra a profissional.

Ao ser questionada sobre a pandemia ser o motivo pela baixa procura pela vacina a técnica foi enfática em afirmar os cuidados que são tomados nas Unidades de Saúde. "Os pais precisam estar cientes de que a sala de vacinação é exclusiva para vacinação, é uma das áreas mais seguras de uma Unidade. Possíveis pacientes com Covid-19, pacientes sintomáticos ou não são atendidos em salas específicas, longe das salas destinadas a vacinação", conta Kelly.

"O público são crianças de um até cinco anos de idade, essas crianças, por conta da pandemia, não estão indo para a escola, logo, estão sendo cuidadas por algum adulto então nós fazemos o apelo para que esse responsável procure uma Unidade de Saúde, leve a criança para receber a vacina", pontua a técnica.

Município deve traçar novas estratégias para buscar imunização

Uma reunião na tarde desta segunda-feira (19) entre o setor de Imunização e a Secretaria de Saúde de Criciúma deve buscar definir novas estratégias para atrair os pais as Unidades para a vacinação.

 

"A paralisia infantil está erradicada em território nacional, mas para que a gente mantenha esse estado de erradicação, para que mantenhamos a paralisia infantil longe da gente, precisamos vacinar e proteger as crianças", completou Kelly.

Em Criciúma, a imunização pode ser feita das 8h às 17h nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).