Em visita ao Cigerd (Centro Integrado Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres), da Defesa Civil de Santa Catarina, o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Leonardo Almagro Lemes, disse que a estrutura do Estado é de primeiro mundo e que serve de exemplo para outros países. A visita foi conduzida pelo secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, nesta semana, no Cigerd estadual em Florianópolis. O objetivo fortalecer a troca de informações e experiências tornando cada vez mais eficientes os protocolos de gerenciamento, atendimento e prevenção de desastres naturais.
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Moratelli fez uma apresentação ao secretário-geral, pontuando como o Estado vem avançando no modelo de Defesa Civil e de proteção às pessoas em situações de crises. A necessidade de construção do atual modelo - que além do Centro estadual, trabalha integrado com outras 20 unidades regionais, todas as setoriais de Governo e órgãos federais como Exército, Marinha e Aeronáutica - leva em consideração a recorrência e a diversidade de fenômenos climáticos que atingem Santa Catarina. "Somos o terceiro Estado do país que mais sofreu com os prejuízos causados por desastres naturais em 20 anos", apontou o secretário de Estado da Defesa Civil.
O Cigerd estadual concentra os setores de Meteorologia, Hidrologia, Geologia, Cartografia, Mapeamento de Áreas de Risco, Planos de Contingência e Ações Emergenciais, Gestão Integrada de Crise e Resposta a Desastres. A estrutura, que conta com investimentos de R$ 100 milhões do Governo do Estado, ainda não foi inaugurada, mas já gera serviços como o de emissão de alertas meteorológicos e demais funções operacionais da Defesa Civil.
Depois de visitar o Centro Integrado de Operações e o Centro de Planejamento, Pesquisas, Monitoramento e Alertas, as duas principais estruturas do Cigerd Estadual, o secretário-geral da OEA reforçou que ficou impressionado com o modelo que está sendo implantado em Santa Catarina.
"Estou muito impressionado pelo o que vi, que, definitivamente é de nível de primeiro mundo. Um exemplo para ser replicado nas Américas, onde enfrentamos muitos desastres naturais que nos custam parte do PIB e da infraestrutura. Precisamos buscar a capacidade de prevenção, resposta e reparação que Santa Catarina possui e que está muito adiantada com a utilização de tecnologia e um trabalho técnico de coordenação exemplar", salientou.
*Com informações da assessoria de comunicação do Governo do Estado