A negociação entre o Sinsej (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região) e Prefeitura de Joinville teve mais uma cena importante nesta quarta-feira (30). Cerca de 3 mil servidores foram à frente da Prefeitura para tentar sensibilizar o Executivo a voltar a negociar o reajuste dos salários e benefícios do funcionalismo. A paralisação dos servidores também referência à greve nacional dos caminhoneiros.

De acordo com o sindicato, com a mobilização, o governo reabriu a mesa de negociação, que havia sido encerrada por Udo Döhler em 28 de maio, e agendou nova reunião para a terça-feira (5). Na quinta, os servidores voltam a paralisar os trabalhos, para participarem de uma assembleia às 9 horas, no mesmo local.

Reivindicações

A categoria está em estado de greve e já rejeitou a proposta do governo de reajuste de 1,69% em agosto e aumento de 4,7% no vale-alimentação. Mas os trabalhadores municipais querem atenção do governo Döhler para toda a pauta de negociações, estabelecida pelo sindicato.

Ao todo, o documento contém sete itens econômicos, 17 relacionados a condições de trabalho e a cobrança de três acordos de greve não cumpridos. Muitos destes pedidos não têm impacto financeiro. É o caso da revisão do calendário 2018, regulamentação da lotação e transferência e eleição direta para diretores de escolas. “Está na hora de transformar essa indignação em organização, mobilização e luta, como essa categoria já fez tantas vezes”, disse o presidente do sindicato, Ulrich Beathalter.

Após a assembleia, os servidores fizeram uma passeata pelas ruas do Centro até o Ipreville. Um dos itens da Pauta é o pagamento imediato da dívida da Prefeitura com o instituto e o fim dos parcelamentos.

Contraponto

A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Joinville informou que o governo está aberto ao diálogo com o sindicato e os servidores, mas que não deve voltar a atrás no que já foi deliberado. A proposta vigente é reajuste salarial com base na inflação, 1,69%, pago em parcela única, além de aumento de 4,7% no vale-alimentação, com isso, o valor deste benefício passa de R$ 296,75 para R$ 310. A proposta foi baseada levando em conta a difícil situação econômica brasileira, que afeta as contas públicas.

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