Os servidores da Prefeitura Municipal de Joinville, no Norte do Estado catarinense que trabalharão durante o recesso, entre os dias 17 de dezembro e 1º de janeiro, entraram em greve na manhã desta segunda-feira (11/12). Eles reivindicam melhores condições de trabalho, reposição de materiais, contratação imediata de pessoal e fim do assédio moral. Além disso, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região, Ulrich Beathalter buscam a volta e a regulamentação do abono que era pago até 2015 para quem trabalha neste período, enquanto diversas unidades estão fechadas. Às 8 horas de desta segunda-feira (11) o Sinsej contabilizou 70% de adesão dos funcionários dos Pronto Atendimentos (PAs) da cidade, apesar de a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Joinville informar que apenas 20 funcionários aderiram à greve. “Acredito que este número da Prefeitura seja fictício, pois não condiz com a realidade. Apenas três técnicos estão trabalhando no PA Norte e três no Leste, o restante que é em torno de 20 de cada turno aderiram ao movimento”, comenta o presidente do sindicato. De acordo com ele, na noite desta segunda-feira (11) a situação vai complicar mais ainda, pois a adesão vai aumentar. “Acreditamos que a noite ficarão apenas um médico e um enfermeiro em cada PA para atender a população necessitada”, revela Ulrich. O sindicalista informa, ainda, que provavelmente amanhã, terça-feira (12), funcionários do Hospital São José também venham a paralisar. “Vai depender da Prefeitura. Até agora não nos receberam. Pela manhã liguei e ninguém me atendeu”, lamenta Ulrich. “E ainda me admiro muito que a Prefeitura soltou nota na imprensa dizendo que está aberta ao diálogo. Isso não é verdade”, afirma. Já a assessoria de comunicação da Prefeitura disse à reportagem do Jornal de Joinville que estão abertos a negociação. O início da greve foi deflagrado na terça-feira passada, em assembleia. O Sinsej comunicou o governo e solicitou abertura de negociações. “De nossa parte queremos resolver o mais rápido possível para restabelecer o atendimento à comunidade”, ressaltou o presidente do sindicato, Ulrich Beathalter, na assembleia realizada com os trabalhadores no início desta segunda-feira (11). “Nossa expectativa é que se abra a mesa de negociação ainda hoje”. Ao longo do dia, os servidores dos PAs visitarão o Hospital Municipal São José, o Detrans, a Vigilância Ambiental, entre outros setores que operam durante o recesso para dialogar com quem ainda não aderiu ao movimento. A concentração dos grevistas está instalada em frente à Prefeitura. Enquanto isto, apenas casos de urgências e emergências estão sendo atendidos nos PAs. O restante dos casos sendo encaminhados ao Pronto-Socorro do Hospital São José, disse a assessoria de imprensa da Prefeitura. “O que nada muda, pois, os PAs já são para este tipo de atendimento”, comentou a assessoria. Informou, ainda, que a Prefeitura vai manter as gratificações que os funcionários já recebem, e quem paralisar não vai receber.