Servidores municipais decidiram em assembleia nesta segunda-feira (23) manter a greve que paralisa parcialmente serviços de saúde e educação há 13 dias, em protesto pela aprovação do Projeto de Lei 17.484/18, chamado de Creche e Saúde Já e que autoriza a prefeitura a contratar Organizações Sociais para gestão de 10 novas creches e da UPA do Continente. A assembleia convocada pelo sindicato da categoria, o Sintrasem, mais uma vez foi realizada na Praça Tancredo Neves, Centro da Capital, ironicamente bem em frente ao Tribunal de Justiça. Na semana passada, o desembargador Hélio do Valle Pereira considerou o movimento ilegal e determinou a volta o fim da paralisação, a volta ao trabalho e autorizou o corte de ponto por parte da prefeitura. Os servidores ignoraram a decisão judicial e decidiram pela continuidade da greve. Logo depois da assembleia, os servidores seguiram em passeata pelas ruas centrais e passaram ao lado da Câmara de Vereadores, onde no sábado (21) foi aprovado a lei em sessão tumultuada, marcada pelo excesso de sindicalistas (que tentaram invadir o plenário) e das forças de segurança (que usaram bombas de efeito moral e gás de pimenta para dispersar os manifestantes).