Os servidores estaduais da saúde que se reuniram em assembleia convocada pelo sindicato da categoria, na tarde desta quarta-feira (04), em frente ao Hemosc, no Centro de Florianópolis, decidiram manter o alerta de estado de greve até a primeira rodada de negociações marcada para a próxima terça-feira (10) entre o SindSaúde e a Secretaria de Estado da Saúde. No dia da reunião, os servidores farão uma paralisação de duas horas (das 7h às 9h) em todas as unidades de saúde do Estado. Ficou combinado, por meio de votação, que o tempo de paralisação terá acréscimo de uma hora toda vez que ocorrerem novas rodadas de negociações. As paralisações só serão realizadas nos dias das reuniões até que termine o prazo de 30 dias estipulado pelo sindicato. Após o prazo, que encerra em 10 de maio, caso a categoria não fique satisfeita com o resultado, os servidores prometem entrar em greve e manter em funcionamento apenas as urgências e emergências. A pauta de reivindicações dos servidores gira em torno das condições de trabalho, da falta de profissionais para dar conta da demanda e falta de materiais básicos. A categoria pede contratação de mais trabalhadores por meio de concurso público, adicional de formação, incorporação da gratificação, reajuste do vale alimentação (de R$ 12 para R$ 24) e reposição da inflação pela data base (10,44% mais 5,22% de ganho real). Um dos problemas enfrentados pelo Hospital Governador Celso Ramos, exemplifica o técnico de enfermagem e integrante do sindicato, Nereu Sandro Espezim, é a falta de materiais e leitos fechados. A Secretaria de Estado da Saúde se reuniu com o SindSaúde na terça-feira (03) e se comprometeu a montar uma comissão para discutir todos os pontos da pauta de reivindicações. É esta comissão que se reunirá com o sindicato na próxima semana.