Em coletiva de imprensa realizada na noite desta segunda-feira, o governador Carlos Moisés sinalizou que as medidas de isolamento social, principalmente as de restrição total no comércio e transporte público, devem permanecer por, no mínimo, mais duas semanas.

“Nas duas próximas semanas, serão semanas para o Brasil que irão apresentar um impacto mais relevante nesta questão e obviamente em Santa Catarina não será diferente. Estamos estruturando a parte da saúde e, o isolamento social vem para fazer com que essa curva seja mais tênue, não seja tão aguda, e que nos dê tempo de nos organizarmos, adquirir os insumos, tudo aquilo que todo o mercado mundial disputa. Não há de se fazer nenhum movimento de liberação de reunião de público e de ensino nas próximas duas semanas porque nós vamos assistir de fato situações bem mais complexas do que nós já vivemos até hoje”, relatou.

Semanas de pico

“É debate dentro do Centro de Operação em Saúde, juntamente com o setor que discute o grupo econômico para a retomada de atividades, mas as duas próximas semanas serão de pico em todo Brasil e a gente não tem segurança epidemiológica, nem dentro desse processo de estudo que temos feito até aqui”, emendou.

A mesma opinião também é destinada ao ensino, sem previsão de retorno presencial.

Para isso, a Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina estabeleceu um sistema de trabalho para que professores e alunos da rede estadual possam realizar atividades não presenciais durante a suspensão das aulas nas escolas para prevenir o contágio pelo novo coronavírus.

As ações coordenadas compõem uma plataforma com diferentes canais de comunicação, ferramentas pedagógicas e procedimentos para alcançar, com a maior abrangência possível, o universo dos 540 mil alunos de escolas estaduais.

Comércio

O governador ressaltou que a liberação do comércio ainda é precoce e que as lojas de venda de chocolate só foram reabertas por conta da Páscoa, comemorada neste domingo.

“Em relação ao comércio, a liberação geral hoje ela é precoce. Apesar de haver uma demanda para a retomada. Liberamos algumas casas que comercializam chocolate, em função da Páscoa, principalmente as que estão em vias públicas, não em shoppings e em centros comerciais, para que não haja aglomeração de pessoas. É isso que a gente tem hoje de liberação”, pontuou.

Para maximizar as medidas de proteção, uma portaria em relação ao uso de máscaras caseiras, bem como formas de utilização, será publicada pelo Estado.