A secretária de Estado da Assistência Social, Romanna Remor, viaja a Brasília nesta terça-feira (17) para se reunir com integrantes do Ministério do Desenvolvimento Social e buscar soluções para a nova onda migratória de venezuelanos que deve chegar a Santa Catarina. Além disso, ela pretende pedir apoio aos imigrantes que já chegaram, mas ainda enfrentam dificuldades, como os senegaleses. O governo Federal solicitou ao Estado que acolhesse cerca de 2,5 mil venezuelanos que estão buscando uma vida melhor no Brasil. Mais de 40 mil imigrantes se amontoam em Roraima - principal porta de entrada - para fugir da crise política e econômica que resultou até na falta de comida nos supermercados do país vizinho. "Vamos buscar apoio e recursos para poder desenvolver essa política do acolhimento. Nós temos os nossos imigrantes para dar uma resposta e a questão dos venezuelanos que vêm de uma situação crítica no país de origem", disse Romanna. Nos últimos dois meses, o Centro de Referência e de Atendimento ao Imigrante (Crai) de Santa Catarina fez o registro de 800 imigrantes de 21 nacionalidades diferentes. Segundo o Sistema Nacional de Cadastramento e Registro de Estrangeiros (Sincre), em janeiro deste ano, havia 49,8 mil estrangeiros com registro ativo residentes no Estado. Na reunião em Brasília, a secretária também pretende buscar informações sobre o perfil dos novos imigrantes para poder negociar com os municípios a melhor forma de acolhimento. Mesmo que haja resistência dos municípios, a intenção do Estado é receber os imigrantes em favor da solidariedade. Porém, o número de venezuelanos que virão a SC ainda não está confirmado. "É claro que a gente entende quando eles (governos municipais) nos dizem que já passam por tantos desafios, porém, num problema emergencial como esse entra a questão da humanidade e solidariedade", ressaltou Rommana. A reunião com o Ministério do Desenvolvimento Social também deve tratar dos imigrantes que já estão instalados no Estado e passam por dificuldades. Uma das situações mais emergentes na Capital é a dos senegaleses. O povo africano tem dificuldade de comunicação e enfrenta resistência dos comerciantes locais para vender os seus produtos nas calçadas, como é de costume no país de origem. Rommana atendeu um grupo de 12 senegaleses na tarde de segunda-feira (16). A Assistência Social do Estado promete fazer uma ponte com o Município de Florianópolis para oferecer curso de português e encontrar um local que eles possam vender seus produtos de forma legalizada.