A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou o Boletim de Monitoramento de Eventos Adversos Pós-Vacinação contra a Covid-19 em Santa Catarina e confirmou dois óbitos após reação rara.

Desde o início da vacinação, no dia 18 de janeiro até o dia 30 de setembro, foram notificados 10.251 casos suspeitos de Eventos Adversos Pós-Vacinação.

Desses, 6.373 foram referentes à vacina do laboratório AstraZeneca, 2.528 pela vacina do laboratório Sinovac/Butantan, 1.093 pela vacina da Pfizer e 257 pela vacina da Janssen.

Dos 10.251 casos suspeitos de EAPV que foram notificados, 9.638 (94%) foram considerados como eventos adversos não graves (EANG), leves e de boa evolução. Em sua maioria, os sintomas relatados foram febre, dor no corpo, dor no local da aplicação, vermelhidão ou edema.

Outros 613 eventos (6%) foram classificados como eventos adversos graves (EAG), dos quais foram identificados 242 óbitos suspeitos de EAPV que ocorreram em um período de até 30 dias após a vacinação. Destes óbitos, que em sua maioria (75,2%) ocorreram na população acima de 65 anos, 227 (93,8%) não tiveram relação causal com a vacina, 2 (0,8%) tiveram relação causal com as vacinas Covid-19 e outros 13 (5,4%) continuam em investigação.

Os dois óbitos que tiveram relação causal com a vacina Covid-19 foram notificados e investigados pelas equipes de imunização estadual, regional e municipal, com o apoio da equipe do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Tratam-se de um jovem, de 28 anos, morador de Blumenau e de uma jovem, de 27 anos, moradora de Timbó. Eles foram temporalmente associados à vacina do laboratório AstraZeneca, sendo classificados como Síndrome de Trombose com Trombocitopenia (STT) após a vacinação.

Ambos foram notificados ao Ministério da Saúde e a Anvisa, que acompanharam todo o processo de investigação. Esse trabalho de investigação está ocorrendo em todos os 27 estados, sob coordenação do Ministério da Saúde. Um boletim com informações atualizadas deve ser divulgado pelo Ministério da Saúde nos próximos dias.

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina segue acompanhando os Eventos Adversos Pós-Vacinais das vacinas Covid-19 administradas em seu território, em especial os Eventos Adversos Graves.

Importância da vacinação

A SES lamentou a ocorrência dos óbitos e reforçou a importância da vacinação para o combate à disseminação do coronavírus. Ao mesmo tempo, solicita atenção de todos para a ocorrência de sinais e sintomas atípicos como dor de cabeça persistente, dor abdominal, dor no peito, náuseas, vômitos, edema em membros inferiores, falta de ar e palpitações, num período de até quatro semanas após a vacinação.

Caso apresente esses ou outros sintomas, procure um serviço de saúde para atendimento.

Os Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) contra a Covid-19 em Santa Catarina representaram 0,1% do total de doses aplicadas na população catarinense no período de 18 de janeiro a 30 de setembro de 2021. Do total de 8.790.520 doses aplicadas nesse período, foram notificados 10.251 casos suspeitos de EAPV em todo o Estado.

Os dados fazem parte do primeiro Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) relacionados à vacina contra a Covid-19 divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina.

Confira aqui o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) contra a Covid-19 em Santa Catarina (dados de 18/01 a 30/09/2021).

Os dados apresentados no Boletim mostram que os benefícios da vacinação superam os riscos de eventuais eventos adversos, que são considerados raros e em sua grande maioria, leves e com boa evolução.

Óbitos

O estado de Santa Catarina registrou 19.736 mortes por Covid-19 até a última quarta, 9, o que equivale a uma taxa de mortalidade de 275 óbitos por 100 mil habitantes. No mês de março, durante o pior momento da pandemia no Estado, quando a cobertura vacinal ainda era baixa, a média móvel chegou a 136 óbitos por Covid-19 no período de 7 dias.

No momento atual, com uma cobertura vacinal acima de 62% da população total, o Estado tem registrado uma média móvel de 7,6 óbitos por Covid-19 nos últimos 7 dias, uma redução de 36% em relação ao período de 7 dias anteriores. Ou seja, com o avanço da vacinação em todo o Estado, ocorre uma mudança no perfil de gravidade da pandemia, com uma redução nos casos graves e óbitos, bem como na diminuição da taxa de ocupação de leitos de UTI-adulto para tratamento de pacientes Covid-19 que já foi 100% durante o mês de março, e que vem alcançando pouco mais de 20% nas últimas semanas.

Esses dados demonstram que as vacinas aplicadas apresentam um perfil favorável de benefício, tendo reduzido as internações pelas formas graves da doença e consequentemente óbitos, que superam em muito os riscos potenciais de quem recebe a vacina.