Santa Catarina poderá ser o novo lar de centenas de refugiados da Venezuela. Preocupada com a imigração a secretária do Estado de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Rommana Remor, viajou na noite desta terça-feira (17) a Brasília. Ela foi à Capital Federal para participar de uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, na quinta-feira (19).
Antes de embarcar, a secretária conversou com exclusividade com a equipe de reportagem do Jornal de Joinville e explicou a intenção da visita. “Queremos saber quem são estas pessoas, quais são suas especificações, habilidades, para cogitar em qual região do Estado, em qual cidade, ela terá mais oportunidades para reconstruir sua vida, e ajudar a economia local”, comentou Rommana.
“Nosso trabalho é de coordenação e diálogo”, Rommana Remor | Secom/Governo do Estado
A expectativa é que o Santa Catarina receba cerca de 2.500 venezuelanos. “É fato que o Estado já tem recebido imigrantes que chegam a Santa Catarina por conta própria. Venezuelanos, haitianos e senegalenses buscam em Santa Catarina novas oportunidades. O que queremos e otimizar e oportunizar um crescimento individual destas pessoas e da sociedade em que elas estão se inserindo”, explica.
Rommana Remor salienta também que a decisão para quais cidades estas pessoas serão encaminhadas virá de acordo com o perfil de cada uma e em consenso das secretarias de assistência social de cada município. “É o município quem recebe esta população e não o Estado. É na realidade das cidades que elas irão conviver. Por isso, todas estas decisões serão tomadas de forma conjunta, entre as demais secretarias do Estado e as prefeituras. Com um perfil desta população desenhado, vamos ver quais cidades podem e querem receber estas imigrantes”, completa.

Imigrantes em Santa Catarina

De acordo com a secretária do Estado de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Rommana Remor, não há dados estatísticos de quantos imigrantes Santa Catarina recebeu nos últimos anos. “Há uma carência na organização destes dados que estamos resolvendo desde quando o Crai (Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante) foi inaugurado, em fevereiro. Estamos tentando compor um banco de dados único para obter censo desta imigração. Mas, desde quando foi inaugurado, temos uma média de entendimento a 50 imigrantes todos os dias. Mais de 800 já buscaram atendimento entre fevereiro e março”, finaliza.