O terceiro sábado de outubro marca o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. O objetivo é reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento da doença.

Em Joinville, a média de incidência da doença é de 400 casos a cada 100 mil habitantes. No Brasil, esse número é de 50 para cada 100 mil habitantes. A maior faixa etária atingida pela doença no município é a de 20 a 29 anos de idade e em seguida a de 30 a 39 anos.

 

 

O maior índice de diagnóstico se deve também porque Joinville incentiva a testagem, além de ter um trabalho intenso de capacitação dos servidores, em conformidade com os protocolos de saúde.

O objetivo é prevenir, testar e, no caso da doença diagnosticada, realizar o tratamento o mais rápido possível.

Em números gerais, no ano passado, Joinville confirmou 2.183 e até meados de agosto deste ano, 1.258 pacientes com a doença.

“Todos os medicamentos e testes indicados para sífilis são gratuitos e disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde de Joinville. A Secretaria de Saúde quer conscientizar a população para aderir ao maior método de prevenção que é o uso do preservativo, também gratuito e disponível nas unidades”, explica o secretário de Saúde de Joinville, Andrei Kolaceke.

A sífilis é uma infecção causada por uma bactéria. Ela é transmitida por relações sexuais desprotegidas, sangue, da mãe para o filho em qualquer fase da gestação, no momento do parto (sífilis congênita) ou pela amamentação.

“É extremamente importante que o paciente seja monitorado e que faça o tratamento corretamente. A partir do momento que o paciente está em tratamento com antibióticos, ele deixa de transmitir a doença”, diz o secretário.

Na maior parte dos casos, a sífilis se manifesta por meio de lesões na pele e principalmente nos órgãos genitais que são indolores. Elas podem sumir depois de determinado período e é uma doença que tem progressão lenta. Em qualquer sinal, a orientação é procurar atendimento médico especializado nas unidades de saúde para fazer o teste. O não tratamento da sífilis pode levar a várias outras doenças e complicações, inclusive à morte.

Em Joinville, a incidência de sífilis congênita é de 6,78 a cada mil nascidos vivos. “Uma vez que a gestante tem sífilis isso pode levar a má formações do feto que são irreversíveis”, explica o secretário. O acompanhamento das gestantes e dos parceiros sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.