A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Jaraguá do Sul está fazendo um levantamento de todos os setores da pasta para verificar a demanda de reposição de profissionais da saúde e também de aumento na equipe.

O assunto foi levantado durante a sessão legislativa desta quinta-feira (17), pelo líder de governo na Câmara de Vereadores, Pedro Garcia (MDB), que mencionou o interesse da pasta em realizar concurso público.

De acordo com dados da Diretoria de Saúde de Jaraguá do Sul, a Secretaria de Saúde teria necessidade de reposição em seu quadro efetivo de 63 profissionais, relativos ao período dos últimos quatro anos, desde o último concurso público realizado, em 2014.

Aposentarias são o principal motivo de reposição

A maioria seria reposição por aposentadoria, além de pedidos de dispensa, remoção, entre outros.

Além disso, haveria necessidade de mais 20 novos profissionais, pela implantação de novos programas do Ministério da Saúde, como o Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) e o de práticas integrativas complementares.

De acordo com o secretário de Saúde, Dalton Fischer, o levantamento deve ficar pronto nos próximos dias. A intenção é apresentar os números e demanda ao governo, a fim de pleitear as contratações, por meio de concurso público.

No entanto, o secretário de Administração, Argos Burgardt, informa que a administração municipal está priorizando a Educação, sobretudo para a substituição de profissionais contratados em caráter temporário (ACTs).

“Claro que se tiver uma possibilidade podemos incluir também da Saúde, mas seria substituição de ACT, não para ampliar o quadro”, informa o secretário.

Ele adianta ainda que um novo concurso, se houver, ficaria para o fim deste ano – depois do período eleitoral -, ou para o ano que vem.

“Porque nós também não temos certeza quando ao índice do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para o ano que vem, e não queremos comprometer o futuro”, pondera.

Demanda

A secretaria de Saúde reforça que, mesmo sem o concurso público, profissionais vêm sendo chamados para reposições emergenciais, por meio dos processos seletivos vigentes, de 2017 e 2018, de modo a não prejudicar o atendimento à população, pela saída de profissionais.

O prazo para essas reposições, no entanto, pode variar de 15 dias a até dois meses, informa o secretário Dalton Fischer.

“Como temos que fazer o remanejamento dos profissionais, para cobrir esses prazos, acaba tendo impacto negativo nas filas de espera”, observa.

De acordo com as informações do Portal da Saúde – consultadas na tarde desta sexta-feira (18) -, na atenção básica existe uma fila de espera de mais de 11,6 mil pacientes, aguardando para atendimento clínico geral.

A estimativa de prazo para atendimento, média dos últimos três meses, é de 154 dias, cerca de cinco meses. Na pediatria, a fila é de mais de 1,2 pacientes, com uma média de espera de 50 dias.

Com a contratação de efetivos por meio de concurso público, a tendência é de estabilizar o quadro de profissionais, otimizando as filas de espera, afirma o secretário.

No entanto, ele ressalta que o concurso é uma das formas de reduzir as filas. Os mutirões de atendimento são outras medidas tomadas pela Secretaria que contribuem para a redução no tempo de espera.