Com 50 anos de idade, e após 32 anos dedicados à Marinha do Brasil, Verli Lima Pereira, nascido em São João do Itaperiu, é quase um morador de Guaramirim pela frequência com que visita à cidade. Agora está oficialmente na reserva (aposentado) e conta um pouco de sua trajetória. Verli já foi notícia no jornal O Correio do Povo quando, no início de 2015, enviou um Feliz Ano Novo aos Bombeiros Voluntários de Guaramirim em uma missão na Estação Antártica Comandante Ferraz, base pertencente ao Brasil localizada na ilha do Rei George, a 130 km da Península Antártica, na baía do Almirantado, na Antártida. Tudo começou em 1984, quando ele fez a escola preparatória para a Marinha, em Florianópolis. A partir daí, foram dias dedicados a viagens de navio no Rio de Janeiro e, na sequência, em 1988, à especialização em mergulho, entrando para o seleto Grupamento de Mergulhadores de Combate para Operações Especiais da Marinha do Brasil, criado em 1973 e que tem apenas 82 participantes. Verli era o único catarinense na equipe. A partir da entrada no grupo, as missões começaram a surgir. “Treinei com os melhores do mundo, os US Navy Seals (Marinha norte-americana), com quem realizei quatro missões. Fui empenhado na segurança do papa, trabalhei em uma missão por toda a Europa a bordo de um navio, fiquei um tempo da Antártida e, por fim, finalizei a carreira numa missão de paz no Haiti por cinco meses. Me sinto orgulhoso por tudo isso”, afirma. Além de ser mergulhador de combate, o militar também fez parte do GERR (Grupo Especial de Retomada e Resgate) especializado em resgatar reféns, é paraquedista e especialista em explosivos em terra e debaixo d’água. Se engana quem pensa que a vida de aventuras e perigos do segundo sargento Verli acabou, e que agora é hora de aproveitar a aposentadoria. Verli tem a família morando em Niterói, no Rio de Janeiro, mas não descarta a possibilidade de voltar para Guaramirim e ser integrante do projeto NOAR (projeto que pretende atuar com um helicóptero no resgate de vítimas e apoios diversos à comunidade) ou se juntar a uma corporação de Bombeiros Voluntários da região.