O ministro da agricultura, Blairo Maggi, anunciou nesta quinta-feira (17) que quatro frigoríficos catarinenses poderão exportar carne suína para a Coréia do Sul.

Inicialmente os coreanos pretendem comprar o produto produzido apenas em Santa Catarina por ser considerado o único estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação, que é uma pré-condição estabelecida por países como Coréia do Sul e Japão.

Os frigoríficos selecionados para a exportação foram as unidades da Aurora, BRF, Pamplona e Seara.

Maggi acredita que com o Certificado de País Livre da Febre Aftosa que receberá da OIE no próximo sábado (19), em Paris, o número de frigoríficos aptos para a exportação será ampliado para outros estados.

"Com a declaração de país livre da febre aftosa iremos avançar para outros estados brasileiros sem vacinação. É um mercado de US$1,5 milhão por ano.", comemorou o ministro.

Em 2017, o Brasil contabilizou US$1,47 bilhão em exportações de carne suína e 40,5% das vendas foram feitas por Santa Catarina, quantidade que tornou o estado o principal exportador do produto.

Depois de mais de dez anos de negociações com a Coréia do Sul, o vice-presidente de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, afirma que a meta catarinense a longo prazo é exportar um volume de 30 mil toneladas por ano, já que o mercado coreano tem potencial para se tornar um dos maiores importadores de carne suína produzida no Brasil.

"A Coréia do Sul é a quarta maior importadora mundial de produtor suínos. Após enfrentar um cenário de crise no setor, temos boas expectativas com as vendas para este mercado, que poderá se tornar em breve um dos maiores destinos do nosso produto importado.", afirma Santin.