Foto Eduardo Montecino/OCP News
Foto Eduardo Montecino/OCP News

O Dia Mundial da Água é comemorado no dia 22 de março, mas o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) mantém programação alusiva à data durante todo o mês, além de prever investimentos no setor que somam R$ 55 milhões durante o ano.

As principais ações, que começam no dia 9 e vão até 30 de março, focam principalmente em mostrar para a população a importância de cuidar da fauna e flora para que a escassez de água não chegue perto de Jaraguá do Sul.

O rio Itapocu atende cerca de 70% da população do município e é nele que o Samae capta, trata e distribui a água potável. Por isso, uma das principais vertentes que o presidente da autarquia, Ademir Izidoro, defende é da revitalização da mata ciliar.

Izidoro afirma que de nada adianta ter uma estação moderna, tratando mil litros por segundo, se não houver quantidade de água suficiente e com qualidade. "Esse projeto vai começar na ponte Abdon Batista e vai até a divisa com Corupá, atendendo 10 bairros do município", destaca.

Investimentos para 2019

Nos planos de Ademir Izidoro neste ano estão investimentos de cerca de R$ 55 milhões, a maioria visando aumentar o tratamento e a qualidade da água.

Uma das melhorias será a construção de oito reservatórios de água no valor de R$ 4,3 milhões. "Vamos aumentar em mais de 6 milhões de m³ a nossa capacidade, sendo capaz de armazenar 26 milhões de m³ em 2020", relata.

O presidente comenta que o município sempre teve problemas com a distribuição de água nos bairros Barra do Rio Molha e Boa Vista, pois quando chove muito a água chega muito suja e em quantidade excessiva para tratamento.

Por isso, em torno de R$ 5 milhões serão aplicados na construção de duas estações de bombeamento de água da ETA Central para os dois bairros.

"Não vamos mais ter problemas de entrega de água em nenhum lugar de Jaraguá do Sul", promete o presidente sobre as melhorias projetadas.

Izidoro projeta aplicar ainda R$ 15 milhões durante o ano em equipamentos para reduzir o índice de perda de água tratada, que hoje está em 34%. O objetivo é diminuir para menos de 28% já nesse ano. "Isso vai melhorar a nossa capacidade de investimento", frisa.

Quando o Samae trata a água e o gosto, consequentemente, acaba produzindo lodo. Hoje, a autarquia gasta R$ 500 mil por ano ao mandar esse material para o aterro sanitário sanitário de Joinville. "A ideia é fazer esse tratamento no Samae mesmo", destaca Izidoro.

 

Também está previsto para 2019, um investimento de R$ 7,5 milhões na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Água Verde. Izidoro explica que ela não consegue mais receber outra ligação de esgoto, por isso é necessário uma alteração.

O presidente também explica que está planejando investir no tratamento de esgoto em dois bairros pelo qual os moradores sempre pediam: Jaraguá 99 e Jaraguá 84.

 

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