Uma área total de 3.773 metros quadrados colocados de pé com um investimento de cerca de R$ 40 milhões. A nova ETA (Estação de Tratamento de Água) do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) de Jaraguá do Sul será inaugurada oficialmente na manhã desta sexta-feira (6), mas sua operação já iniciou, em fase de testes, no final de maio deste ano.

Para o presidente do Samae, Ademir Izidoro, esta é uma obra digna de orgulho. Izidoro relaciona a rapidez da construção da nova estação à dedicação de toda a equipe envolvida, que foi capaz de fiscalizar tanto a execução quanto a aplicação do dinheiro público investido.

“Isso é fruto do trabalho, da organização, da competência e da cobrança que a equipe fez”, destaca.

Com uma capacidade de tratamento que supera a demanda da cidade, a nova estação deve abastecer Jaraguá do Sul pelos próximos 30 anos, garante o presidente e o coordenador da ETA, Erick Gustavo Correa da Costa.

Segundo ele, que ressalta a importância da tecnologia implementada no processo da nova estação, o volume de água tratada na nova estrutura permite que o Samae consiga trabalhar sem sustos pelas próximas décadas.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Izidoro já havia alertado que, sem a nova ETA, Jaraguá do Sul corria o risco de ter o abastecimento de água comprometido a partir do verão deste ano.

Antes da construção, a capacidade de tratamento do Samae era de 375 litros por segundo, número que saltou para mil litros por segundo.

“Essa obra vai fazer com que nós não tenhamos falta de água em Jaraguá do Sul pelos próximos 25, 30 anos. Eu sempre digo, se faltar energia elétrica nós sobrevivemos, mas sem água não”, diz.

Essa constatação é tão emblemática para o Samae que está estampada na entrada do prédio administrativo da nova estação. “Essa é uma fábrica de alimento. Água,o alimento essencial para a vida!”, é a frase que dá as boas vindas a quem chega na ETA.

Tecnologia garante bom funcionamento

Concluída em dois anos e quatro meses, a nova estação de tratamento, além de aumentar a capacidade hídrica, também elevou a qualidade da água consumida pelos jaraguaenses, garante o coordenador da ETA, Erick Gustavo Correa da Costa.

“Nós pregamos que água é saúde, então lidamos com a qualidade de vida das pessoas e todo o aparato tecnológico facilitou o controle qualitativo da água”, afirma.

Ele explica que a tecnologia implantada no processo da estação permite o controle total da operação, desde a captação, tratamento e distribuição, por se tratar de uma estrutura completamente automatizada e com controle qualitativo online. “Essa automação nos dá autonomia de operar a ETA de qualquer lugar”, conta.

Segundo ele, a nova estação abastece 72% da cidade e hoje opera com 40% da sua capacidade. “Atualmente, os jaraguaenses já consomem uma água com qualidade superior graças a nova ETA”, diz.

Para o presidente, Ademir Izidoro, a tecnologia aplicada permite o controle sobre o processo de tratamento de água. “Essa tecnologia está sendo aplicada para que a gente tenha todas essas informações na mão, de forma que tudo seja adequado, com uma produção muito pertinente”, ressalta.

A tecnologia empregada na estação torna o trabalho automatizado, economizando recursos e mão de obra.

O coordenador afirma que serão sete pessoas envolvidas no processo operacional da estrutura, que é considerada a maior obra pública de Jaraguá do Sul: cinco técnicos, um supervisor e um coordenador.

Cuidado com recurso hídrico ainda é necessário

Jaraguá do Sul é considerada referência quando o assunto é universalização do abastecimento de água, tendo cobertura de praticamente 100% da cidade, mas para o presidente do Samae, Ademir Izidoro, a construção da nova ETA coloca a cidade em um novo patamar, aumentando a capacidade de tratamento e contando com uma estrutura tecnológica raramente vista.

Apesar disso, ele chama a atenção para o cuidado com os recursos hídricos da cidade. “Essa é uma obra para 25 anos, mas nós temos que ter, além do trabalho do Samae, a ajuda da população. Nós temos que cuidar do rio Itapocu”, ressalta.

Pensando na “matéria prima”, Izidoro garante que o projeto de recuperação da mata ciliar do rio já está em pauta e contará com o apoio do Ministério Público. Projeto a longo prazo e que deve ser desenvolvido pelos próximos três anos, a revitalização deve contemplar a área entre a ponte Abdon Batista e a divisa com a cidade de Corupá, com um investimento que gira em torno de R$ 700 mil.

“É um projeto a longo prazo para que as margens tenham mata ciliar para que o rio possa abastecer a população de forma perene”, finaliza.

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