Andamento na construção da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Central, instalação de rede de esgoto no bairro Baependi, projeto para assumir a gestão do lixo e investimentos para redução do índice de perdas no tratamento de água. Mudanças e planejamento foram destacados pelo presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Jaraguá do Sul, Ademir Izidoro, como as principais ações adotadas ao longo do ano. A obra da nova ETA Central deve ser finalizada em janeiro. O sistema deve funcionar em fase de testes durante três meses, e será oficialmente inaugurado no dia 5 de junho. O investimento de mais de R$ 39 milhões atenderá 70% da população jaraguaense, tratando a água de 24, dos 38 bairros existentes. Com isso, as outras três pequenas estações instaladas na sede do Samae serão desativadas. Conforme o presidente, a estrutura foi planejada para suprir o consumo de água do município pelos próximos 20 anos. Izidoro pontua que atualmente Jaraguá conta com 400 quilômetros de rede de tratamento de esgoto, o que equivale a mais de 80% de cobertura do serviço na cidade. O objetivo é chegar aos 90% até o fim do ano que vem. “A estação no bairro São Luís nos ajudou a chegar aos 80%. Quanto mais ligações de tratamento fazemos, melhor ficam as águas dos rios, a portabilidade e a balneabilidade”, aponta. Neste ano foram instalados mais de sete quilômetros de rede de esgoto na área central.
Mais de sete quilômetros de rede de esgoto foram instalados neste ano | Foto Eduardo Montecino/OCP
Outra ação de economia é a redução do volume de perdas, que caiu de 42% para 33%. “Investimos mais de R$ 3 milhões para alcançar este número. As redes são muito antigas e acabam gerando vazamentos, entre outros problemas”, comenta. Mais de 40 mil hidrômetros também foram trocados no município, outros dez mil serão substituídos em 2018. A autarquia ainda planeja uma nova rede de água entre o Samae, no bairro Água Verde, e a rua Professora Adélia Fischer, no Baependi. Com a obra, a região passaria a ter duas tubulações para levar a água até os reservatórios e depois distribuí-las. Também para reduzir os índices de perda. AUTARQUIA BUSCA RECURSOS PARA MODERNIZAÇÃO Para ampliar o índice de tratamento de esgoto e a qualidade da água em Jaraguá do Sul, são necessários grandes investimentos. Com este foco, a autarquia apresentou recentemente o projeto selecionado no programa Avançar Cidades para a Superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF), em Joinville, aponta o presidente Ademir Izidoro. As propostas levadas pelo Samae somam mais de R$ 35 milhões. Se aprovadas, o recurso será investido na ampliação do Sistema de Abastecimento Água (SAA), em ações para redução e controle de perdas no município e ampliação do sistema de esgoto nos bairros Jaraguá 84 e Jaraguá 99. PROBLEMAS COM ÁGUA TURVA DEVEM SER SOLUCIONADOS A partir de fevereiro de 2018 o Samae de Jaraguá do Sul aplicará o ortopolifosfato em toda a água tratada na ETA Central. Durante 26 semanas, a autarquia desenvolveu um projeto piloto com o produto, colocando-o na água dos reservatórios do bairro Ribeirão Cavalo. O ortopolifosfato atua formando uma camada na rede de abastecimento, impedindo a circulação de ferro e manganês. Os metais estão presentes na composição do rio Itapocu e causam um aspecto diferente na água, resultando em incrustações nas tubulações e aspecto de água suja. O investimento anual será de R$ 400 mil ao ano. O produto não altera a qualidade da água distribuída e segue as exigências do Ministério da Saúde. PLANO DE REVITALIZAÇÃO DA MATA CILIAR  O projeto pretende revitalizar as matas ciliares nos terrenos na margem do rio Itapocu. Serão 364 imóveis beneficiados, localizados entre a ponte Abdon Batista, no Centro, e o limite de Jaraguá do Sul e Corupá. A etapa de implantação da proposta não terá custo para os proprietários. Os trabalhos iniciam na primeira quinzena de fevereiro, nos bairros Três Rios do Norte, Santo Antônio, Nereu Ramos, Três Rios do Sul, Rau, Chico de Paulo, Água Verde, Centro, Czerniewicz e Amizade. Após levantamento das propriedades urbanas potenciais, serão feitas visitas informativas e assinatura dos termos de apoio ao projeto. Os planos de revitalização vão variar conforme as necessidades do local.