Durante a estação mais quente e uma das mais chuvosas do ano, aumenta o risco de acidentes com animais peçonhentos, como serpentes, escorpiões e aranhas, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Eles podem ser encontrados com mais frequência em locais com acúmulo de entulhos, buracos e frestas.

Em Santa Catarina, foram registrados 8.678 acidentes por animais peçonhentos durante o ano de 2019, segundo dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que ainda podem sofrer alterações. Durante a última temporada de verão, entre os meses de dezembro de 2018 a março de 2019, foram registrados 4.244 acidentes por animais peçonhentos, o que representa 48,9% das notificações do ano.

Foto Divulgação

Por conta disso, órgãos de vigilância em saúde alertam para as medidas de prevenção que ajudam a evitar acidentes. Algumas dicas importantes são:

  • Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) no manuseio de materiais de construção, lenhas, móveis, em atividades rurais, limpeza de jardins, quintais e terrenos;
  • Observar com atenção os locais de trabalho e de passagem;
  • Não colocar as mãos em tocas, buracos e espaços entre lenhas e pedras (utilizar ferramenta);
  • Evitar aproximação de vegetação rasteira ao amanhecer e ao anoitecer (período de maior atividade de serpentes);
  • Não mexer em colmeias e vespeiros (chamar órgão responsável);
  • Inspecionar antes do uso roupas, calçados, roupas de cama e banho, panos e tapetes; e afastar camas das paredes;
  • Não depositar lixo, entulho e materiais de construção junto às habitações;
  • Evitar que plantas e folhagens se encostem nas casas;
  • Fazer controle de roedores (servem de alimento para serpentes);
  • Evitar acampar em áreas onde há roedores e serpentes;
  • Não fazer piquenique às margens de rios, lagos e lagoas, e não se encostar em barrancos durante pescarias;
  • Limpar regularmente e com EPIs móveis, cortinas, quadros, paredes e terrenos baldios;
  • Vedar frestas, buracos, portas, janelas e ralos;
  • Manter limpos jardins, quintais, paióis e celeiros;
  • Combater insetos, especialmente baratas que servem de alimento para escorpiões e aranhas;
  • Preservar predadores naturais dos animais peçonhentos.

E se o acidente acontecer?

Em caso de acidentes com animais peçonhentos, é importante que a pessoa adote ações que auxiliam a minimizar o agravo do quadro clínico. As principais orientações são:

  • Manter a vítima calma e deitada;
  • Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele;
  • Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno;
  • Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão e cobrir com um pano limpo;
  • Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear (apertar a circulação), em caso de inchaço do membro afetado;
  • Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento necessário;
  • Se possível, levar o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o soro antiveneno específico.

E o que não fazer?

  • Não fazer torniquete, isso impede a circulação do sangue e pode causar gangrena ou necrose local;
  • Não cortar o local da ferida, para fazer "sangria";
  • Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, pois pode provocar infecção.

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