pagina 5 Ivo Konell (PSB) é o que se chama de veterano na política. Aos 71 anos, já foi prefeito, deputado estadual e ocupou diversas secretarias. A última, na gestão de sua esposa, Cecília Konell. E é justamente em função dessa experiência que acumula algumas conquistas e outros tantos desgastes. Na sabatina do OCP, Konell não fugiu dos temas espinhosos. Admitiu que, se eleito, convidará a filha Fedra Konell para ser sua chefe de gabinete. Na visão do candidato, Fedra, que é delegada de polícia, tem muito a contribuir com o município. Além disso, também adiantou que em caso de vitória nas urnas seu vice, Junqueira Junior (PSDC), irá comandar o setor de Comunicação, que deve transformar em Secretaria e, apesar de ser oposição ao governo Dieter Janssen (PP), prometeu que as iniciativas que estão sendo bem aceitas pela comunidade serão mantidas. Uma das plataformas do candidato é cortar cargos comissionados e investir a economia nas áreas sociais. Da coligação dele fazem parte, além do PSB, o PSDC, PDT, PR, PV e PEN. Embora os avanços nas últimas décadas tenham sido enormes, as mulheres ainda ocupam um espaço muito pequeno em cargos de chefia na administração pública e enfrentam uma série de obstáculos. Como o senhor projeta a participação das mulheres no seu governo? Já temos uma história nesse aspecto. Durante o meu mandato, o primeiro, eu tinha várias mulheres secretárias entre as quais me lembro muito bem da senhora Rose Vasel, que era nossa secretária de Educação. Posteriormente, no mandato da Cecília, quando tinha alguma influência no sentido de aconselhamento, entre tantas coisas, nós também tivemos uma participação muito efetiva de mulheres. Não só em cargos de primeiro escalão ou segundo, mas também com aproveitamento de muitas mulheres nos cargos gratificados dos funcionários estáveis. Tínhamos realmente um contingente bastante interessante. Neste novo mandato, a ideia é justamente essa, quem sabe até com uma ampliação. Porque com quem eu nunca precisei me incomodar foi com as mulheres. Me incomodei várias vezes, mas sempre com homens. Todas as mulheres com quem trabalhei prestaram um trabalho maravilhoso. Elas adquiriram através desse trabalho créditos, méritos que são delas e esse potencial, capacidade, nós temos que aproveitar da melhor maneira possível. A fila na creche, com cerca de 800 crianças na lista, é um problema a ser enfrentado e que afeta principalmente as mulheres. Porém, mesmo com todos os investimentos, a cada ano, novas crianças engrossam a fila. Com a dificuldade do poder público de suprir esta demanda sozinho, o senhor projeta algum tipo de parceria com a iniciativa privada? Com certeza, é o que acabamos de afirmar agora há pouco - quando eu propus aos empresários, através da Acijs, em entrevista que fiz lá: voltar aquela parceria que tínhamos antigamente. O único mandato que houve parceria real com as entidades foram os mandatos da Cecília e o nosso - inclusive levei documentos que provam o que estava falando. Muitos jovens que na época nem estavam no mercado de trabalho ficaram admirados com o que nós colocamos ali. O nosso programa de governo, o primeiro exemplar eu entreguei na Acijs, ele prevê compra de vagas em creches particulares para nós podermos, no primeiro momento do governo, solucionar esse problema. Em Jaraguá tem outra questão, que eu fui informado disso e já conversei com alguns proprietários que têm creches particulares e que não têm alunos matriculados no número de vagas porque as famílias não conseguem pagar a creche particular. Muitos perderam o emprego. Então pelo período que nós precisarmos, até a construção de novas creches e vagas, nós vamos adotar esse sistema para atender as crianças de imediato. Ivo Konell sabatina - em (10)-2

Ivo Konell garante que corte de 50% nos cargos comissionados dará fôlego para novos investimentos

E a prefeitura tem condições de pagar por isso? Porque hoje a mensalidade de uma creche particular é bastante cara. Tem. Isso é prioridade e o nosso programa mostra como vamos fazer isso. Nós vamos cortar 50% dos cargos comissionados, reduzir as secretarias, vamos aproveitar funcionários estáveis em cargos de confiança porque aí faremos uma grande economia. O estável já ganha um salário, então, nós só temos que complementar a parte gratificada ou comissionada. Outro exemplo: o vice-prefeito vai trabalhar. Ele não vai receber salário sem fazer nada. Ele vai ser secretário de Comunicação da Prefeitura e assim economizamos mais R$ 15, R$ 20 mil. O objetivo dessas providências todas é fazermos uma economia mínima de R$ 1,5 milhão por mês para serem investidos na questão creche, educação, habitação e saúde, principalmente, onde temos uma fila enorme. Os recursos economizados serão investidos no social, porque é o social que temos que cuidar em primeiro plano. Como o senhor pretende fazer de Jaraguá do Sul uma cidade melhor para se viver os momentos de lazer? Bom, para a área de turismo e lazer temos um capítulo bem consistente no plano de governo. Uma das propostas é a construção de uma pista de skate olímpica, porque agora o skate entrou como esporte olímpico e é um momento oportuno para essa questão. Isso nós vamos destinar para a Praça Ângelo Piazera, se der condições de espaço, ou para a Arena porque lá tem bastante espaço. Na Arena nós vamos construir um centro de lazer no entorno. Ali tem grandes áreas. Quando eu era prefeito, nós compramos 470 mil metros quadrados de área, que compõe a sede da Polícia Militar, cemitério, etc. Então, nesse ponto será utilizado para um complexo de esportes, lazer, turismo com construção de todas as pistas e espaços necessários. Também pretendemos voltar a apoiar a questão das escolinhas de futebol porque no tempo da Cecília nós já tínhamos esse projeto. As escolinhas existem, mas os pais também não estão conseguindo pagar. É difícil, tempo de desemprego e etc. Às escolinhas nós vamos disponibilizar professores da prefeitura para atuar e nós vamos remunerar os proprietários das escolinhas para que eles ministrem a prática aos alunos sem custo. As crianças precisam praticar esporte, eles crescem com mais saúde, disciplina e espírito de equipe. O atual governo reformulou a Schützenfest, através de consulta popular, foi decidido que a mudança de data auxiliaria no sucesso da festa. O senhor, se eleito, manterá esse modelo, que segundo as pesquisas feitas com o público tiveram aceitação? Se foi bom para o público e se o público aprovou, é claro que eu vou deixar. Tudo o que o atual governo fez de bom tem que ser mantido, aprimorado, sem problema nenhum. A respeito da Schützenfest eu posso falar com alguma autoridade porque ela foi criada no primeiro mês do meu primeiro mandato de prefeito. No primeiro ano nós construídos o pavilhão dos fundos do Parque de Eventos e nos anos seguintes construímos os demais galpões para que a festa permanecesse e tivesse possibilidade de crescimento. Quando a Cecília assumiu, tivemos a infelicidade de ver o abandono todo que estava aquilo lá e posso até mandar para vocês o conjunto de fotos que tiramos na época. Começamos a batalha de recuperação judicial do espaço que estava na mão de particular durante quase 50 anos. Foi uma doação irregular feita lá atrás. E esse processo eu iniciei em 1989 e depois a Cecília assumiu, quando retomamos, e tivemos a felicidade de conseguir a escrituração do patrimônio, que foi avaliado na época em 19 milhões, para a população. Os estudos para o Plano Diretor mostraram que Jaraguá do Sul tem uma alta taxa de desocupação na área central enquanto a maioria dos loteamentos é levada para bairros distantes, dificultando que o poder público consiga levar infraestrutura urbana para esses locais. Esse tema esbarra diretamente na especulação imobiliária, como o senhor vê essa situação? É possível colocar a função social da cidade acima do interesse econômico? É possível sim, é uma necessidade, mas a questão precisa ser vista sob outro aspecto. Eu acho que a expansão hoje é muito menor do que já foi no passado. Na década de 80 e 90, isso era algo explosivo. Para o município, foi bom. A expansão é boa porque nós temos condições de abrigar mais gente, melhores condições pelo preço dos imóveis mais descentralizados porque aqui no centro tudo é super caro e a concentração nos traz despesas muito maiores do que aquelas no social, que nós empregamos por causa da mobilidade. Nós precisamos cada vez mais pontes, que são caríssimas, cada vez mais abertura de novas vias, que também são custosas, ao passo que nos loteamentos não. O proprietário tem que entregar para a Prefeitura o projeto finalizado, se não, ele não consegue vender os lotes, compradores não conseguem habite-se e assim por diante. Essa é uma migração que para a Prefeitura, com planejamento, claro, é muito positiva. Apesar de os custos da infraestrutura, água, luz, esgoto, que também têm seu preço, mas ainda é menor do que as providências aqui do Centro. O que é possível é taxar diferente terrenos e áreas que são mantidos para especulação. Qual será a política diante de impostos municipais, haverá mudanças ou revisões? Eu acredito que não porque no mandato da Cecília nós fizemos todo o recadastramento imobiliário, que não havia sido feito durante décadas. Nós procuramos atualizar um pouco essa questão em termos de valoração das propriedades. Após isso, o prefeito que veio, não elevou. Então, vejo que a nossa necessidade não será de elevação de tributos, nós temos que sim criar programas que possibilitem a cobrança de tributos atrasados, novas leis de Refis e também procurar adequar a situação porque os terrenos, por exemplo, que estão na especulação, esses claro deverão sofrer um reajuste maior do que os demais. Outra coisa é procurar reativar o programa de regularização fundiária. Nós temos milhares de propriedades que não estão no cadastro da prefeitura, não pagam impostos. Então isso tem que ser retomado para que possamos ter o ingresso de mais contribuintes que, consequentemente, irão nos dar melhores condições de arrecadação. Esses seriam os principais pontos, mas hoje estou um pouco fora da real situação, de quantos estão inadimplentes. A gente vai fazer um levantamento. Se fosse eleitor nos Estados Unidos, votaria em Hilary Clinton ou Donald Trump? Na Hilary, sem dúvida. Não gosto de radicais. A pregação do Trump é de conflito, a sociedade precisa viver em harmonia e o radicalismo não promove a harmonia entre os povos. No Brasil é a mesma coisa. O radicalismo já mostrou ao que leva. Passamos pela experiência e sabemos bem o quanto todos nós perdemos. A Prefeitura está prestes a lançar edital de transporte coletivo, mas ainda há um processo da empresa Canarinho para reaver cerca de R$ 40 milhões de ressarcimento. Qual será o posicionamento da sua gestão a respeito dessa situação? Bom, acredito que a licitação do transporte não vai se dar agora. É difícil, não existe mais tempo para isso, o ano está no segundo semestre. Em três meses não se faz licitação. Se nós tivermos a felicidade de nos elegermos, vamos tratar essa questão com muita competência, com conhecimento de causa. Nós não podemos simplesmente lançar um edital para todo mundo que quiser vir, correr o risco que venham aventureiros. A Canarinho presta serviços para Jaraguá do Sul há mais de 50 anos, se fosse uma companhia que não merecesse respeito, há muito tempo já teria sido escorraçada. Eu falei isso na Acijs, que nós precisamos proteger os empresários daqui também. Aqui em Jaraguá não tem outra companhia, o que não impede que outros possam participar, mas nós temos que criar uma lei. A lei que trata desse assunto está extremamente defasada. É de 1996. Temos que, em um primeiro momento, encaminhar para a Câmara uma lei atualizada, moderna, que vai regular esse assunto de licitação do transporte coletivo. O nosso atual prefeito, no entusiasmo dele, quando assumiu, fez a revogação de um aumento que a Cecília tinha dado para a empresa. A empresa não pode viver com o prejuízo, se não ela não tem mesmo como prestar um bom serviço. E esse prejuízo que foi causado, a empresa recorreu pro judiciário, é outra bronca que vai sobrar para o próximo prefeito. Em Joinville, a Prefeitura teve que pagar R$ 115 milhões. Não escaparemos, a não ser que consigamos com a Canarinho um acordo. O atual governo ampliou de duas para seis escolas o programa de educação integral. O senhor pretende dar sequência e ampliar o programa? Sem dúvida nenhuma. Acho que é um programa excelente, que atende a população. É um acerto. As famílias que estão sendo atendidas estão extremamente satisfeitas, as demais também precisam ficar satisfeitas. Então nós não temos outra saída e isso é prioridade, inclusive em lei federal. Educação não pode ser ignorada. Volto a dizer: tudo que de bom este governo fez será continuado e aprimorado. Para atrair novas empresas e investimentos, é preciso antes investir em infraestrutura, de forma a tornar a cidade atrativa aos olhos do empreendedor. Como o senhor pretende solucionar esta equação diante da defasagem orçamentária atual? A Prefeitura em si não é uma geradora de empregos, mas nós na prefeitura podemos ajudar muito com alguns programas inteligentes. Vou citar um: o programa de habitação. Nós entregamos mais de dois mil apartamentos no mandato da Cecília. E ainda temos milhares de famílias sem habitação. O que estamos propondo é retomar o programa com muita força porque através dele vamos gerar emprego. A construção civil tem esse cordão de geração. Esse é um assunto que a Prefeitura pode animar. Também temos áreas do condomínio industrial de sobra. São 200 mil metros quadrados que estão disponíveis. Com a parceria que nós propusemos para a Acijs e outras entidades, nós podemos ajudar a criar empregos, disponibilizando áreas e infraestrutura, que lá (no condomínio industrial) já está feita. Falta apenas um pedacinho de asfalto para ligar o condomínio à Rua Erwino Menegotti. São pequenas coisas que precisam ser feitas e, o restante, é iniciativa dos empreendedores aos quais nós vamos dar todas as condições de se instalarem aqui. O município de Jaraguá neste aspecto está muito bem servido. Precisamos é fortalecer e animar, a economia não vai ficar toda vida parada, as coisas vão melhorar, nosso povo é trabalhador. O investimento em Saúde passou de 20% do Orçamento, em 2012, para 27% no ano passado. O atual governo abriu novos postos, fez os médicos baterem cartão, e adotou o agendamento de consultas por telefone. O que o senhor pretende mudar? Em primeiro lugar nós precisamos resolver o assunto da famosa UPA. Foram prometidas três e não aconteceu nenhuma. Em segundo lugar, precisaríamos fazer, pelo menos, mais quatro postos de saúde de imediato para atender a periferia. Nosso projeto é a construção de três Pamas (Jaraguá Esquerdo, Ilha da Figueira e Água Verde), claro que para isso é preciso orçamento, buscar recursos. Já me reuni com servidores da saúde, para saber da situação, eles me passaram que um dos problemas é a organização. Em alguns locais, enfermeiros, atendentes, estão amontoados e há outros onde não tem ninguém. Então essa questão tem que ser revista de imediato. O setor precisa de um comando melhor, recursos existem. Em uma empresa é assim: se não houver diretores organizados, competentes, a coisa não funciona. Quando eu defendo a recuperação dos direitos, das perdas que os funcionários públicos tiveram, é justamente por isso. Nós não podemos tocar a prefeitura sozinhos, nós dependemos totalmente dos funcionários. Ivo Konell sabatina - em (6)-2

Candidato diz que irá valorizar o servidor público e que profissionais terão chance de assumir chefias

Além da questão das perdas, o que o senhor planeja aos servidores? Lembrando que a situação financeira não permite muita coisa. Nós precisamos recuperar a dignidade dos servidores em primeiro plano. Estou colocando a eles a possibilidade de, em grande número, assumirem os postos de comando, os cargos de confiança, de recuperarem os salários deles que não foi dado de forma correta, indenização de férias, de tempo de serviço, triênios - um terço sempre era autorizado a dar em dinheiro, isso tudo acabou. É um trabalho gigantesco que precisa ser feito. As instalações precisam ser recuperadas. Eles precisam ter melhores condições de trabalho. Muito se compara a produtividade do trabalhador americano a do brasileiro, mas é preciso comparar também as condições de trabalho que são dadas. Essas ações esbarram na questão de orçamento. O gasto com a folha já alcança mais de 50%. Não, não esbarram porque, como falamos anteriormente, com o corte de 50% dos cargos, compactação de secretarias, nomeação de estáveis nos postos de comando, o objetivo é buscar R$ 1,5 milhão por mês de economia. Vai ser o suficiente. A saúde também não tem a dificuldade de uma outra secretaria como a de obras, por exemplo, porque o recurso é carimbado. Saúde e Educação têm esse privilégio, basta que a gente administre de forma correta esses recursos em programas que irão dar resultados. Se eleito, qual será o seu relacionamento com a imprensa? O senhor está preparado para receber questionamentos e críticas? Lógico, como é que vou me furtar a receber críticas? Elas só vão me ajudar. Vou dar o melhor de mim para fazer uma grande administração, mas se eu cometer falhas é claro que eu tenho que aceitar ou pelo menos poder justificar o porquê não consegui fazer aquela proposta.   Um dos principais motivos de desgaste do governo de sua esposa, Cecília Konell, foi o nepotismo. Se eleito, pretende nomear alguém da sua família para cargo de confiança? Pretendo sim. Não a Cecília porque ela vai ser o meu braço direito, vai ser voluntária. Vai cuidar da área social, das creches, dos idosos, dos clubes de mães, das associações, como voluntária, sem receber salário. E a Fedra (filha), se ela aceitar, ainda não falei com ela sobre isso, vai ser minha chefe de gabinete porque eu preciso dela. A Fedra é delegada, é funcionária pública. O salário dela já sai dos cofres públicos. E o cargo de primeiro escalão não é nepotismo, isso já está definido pela súmula 13 do Supremo Tribunal Federal. Pelos conhecimentos que ela detém, a experiência que ela tem, ela não vai ser útil só para mim. Ela vai ser útil para toda a comunidade. O senhor aponta que irá “viabilizar econômica e tecnicamente a construção de elevados sobre as principais passagens de nível da rede ferroviária”. Sabe dizer quais são os recursos para um projeto como esse? Há viabilidade econômica para isso? Com recursos da prefeitura certamente não, primeiro temos que contratar o projeto. E o projeto claro que teremos recursos para pagar. Depois, encaminhamos para os órgãos estaduais e federais e também para órgãos privados. Temos no nosso plano de governo as parcerias público-privadas. Nós vamos ter três oportunidades de financiamento e com a recuperação do governo federal, nós vamos ter sim em Jaraguá, como em todo o Brasil, ofertas de financiamento. O Brasil vai voltar a crescer e vai crescer muito, e é justamente no mandato que nós esperamos estar no comando da Prefeitura. Esse é um projeto caríssimo, mas é a única forma de viabilizarmos a melhoria do trânsito. O contorno da BR-280 vamos esperar, com toda a certeza, pelo menos mais uma década. A sua coligação vem com seis partidos. Como foi a negociação para compor essa aliança, sendo que uma das propostas do senhor é o corte dos cargos comissionados? Não tenho compromisso nenhum com nenhum partido. Quem quis vir conosco, veio porque acredita no nosso projeto. Tenho um só compromisso, com esse menino aqui (aponta para Junqueira Junior), ele vai ser o secretário de Comunicação. Claro que não vou deixar ninguém na estrada, aqueles que demonstraram firmeza, lealdade, não ficarão na beira da estrada, mas também não são muitos. Se nós temos 400 cargos, pretendemos cortar 200, sobra ainda muita vaga. Nessa conta, o senhor coloca os gratificados junto? Lógico. Em todos os cargos possíveis, nós temos alguns que não são imprescindíveis. Temos 16 candidatos a vereador, esses 16 não ficam à beira da estrada de jeito nenhum, mas com outros, não tenho compromisso. VEJA TAMBÉM • Sabatina OCP – Antídio Lunelli • Sabatina OCP – Jair Pedri