A semana do especialista em acessibilidade, Mário Cezar da Silveira, 62 anos, tem sido bastante agitada. Desde que o livro dele “a.C. Antes da Carolina, d.C. Depois da Carolina” apareceu em um programa de televisão, no final de fevereiro, o escritor tem corrido bastante para atender aos pedidos por exemplares de todo o país. O joinvilense ainda tenta desvendar como o livro foi parar dentro do programa Big Brother Brasil, da Rede Globo. “Eu optei em não distribuir o livro em livrarias. Ele só é vendido em palestras, por isso, não consigo saber como ele foi parar no BBB. Também estou tentando assimilar todo este impulsionamento da obra, proporcionado pelo programa. A procura aumentou muito”, comenta.
Mário acredita que Kaysar (Esq) tenha levado o livro para dentro da casa | Foto Reprodução/TV Globo
O arquiteto, que deixou a profissão para atuar na promoção de acessibilidade à pessoa com deficiência, acredita que após divulgar a obra na Feira do Livro de Joinville, o material acabou indo parar na biblioteca da Globo. “No ano passado, durante a feira, entreguei um exemplar à jornalista Miriam Leitão, outras duas cópias ao ator Lázaro Ramos e uma ao autor Walcyr Carrasco. Acho que um deles acabou deixando o livro na biblioteca da empresa, e, de alguma forma, um dos participantes do programa. Pelo o que investiguei, o Kaysar acabou escolhendo o livro para levar para dentro da casa, mas ainda não tenho esta confirmação”, comenta o escritor de Joinville. Kaysar é natural de Aleppo, na Síria, mas mora em Curitiba, no Paraná “O bacana, é que os participantes do programa começaram a discutir e recomendar meu livro. Isso fez com que o material fosse bastante divulgado. Tenho recebido várias ligações e e-mails de pessoas de todo o Brasil pedindo exemplar do “a.C. Antes da Carolina, d.C. Depois da Carolina”, comenta Mário Cezar. A obra já vendeu mais de 900 exemplares e o autor prepara um novo livro. "a.C. Antes da Carolina, d.C. Depois da Carolina"
"a.C. Antes da Carolina, d.C. Depois da Carolina", de Mário Cezar da Silveira. A obra traz relatos da vivencia de Mário nas cidades em que ele morou e trabalhou como Joinville, Belo Horizonte e Manaus. | Foto Divulgação
O romance narra a história vivenciada pelo arquiteto antes e depois do nascimento da filha Carolina, portadora de paralisia cerebral. “Quando minha filha nasceu eu me deparei uma triste dicotomia. Minha filha não poderia estar nos lugares que eu planejava, porque eles não eram adequados às necessidades das pessoas com deficiência. Isso foi um grande choque para mim, e foi então que comecei a compreender a causa e lutar pela acessibilidade”, finaliza.