A vontade de manter viva a história jaraguaense continua e, embora no ano passado o edital para restauro do Museu Emílio da Silva não tenha possibilitado a efetivação da obra, neste ano a Prefeitura lançou novamente a concorrência para garantir que o prédio passe por melhorias.

Estimada em pouco mais de R$ 430 mil, a obra prevê restauração do telhado, das marquises, troca de instalações elétricas e pintura interna e externa do prédio inaugurado em 1941.

A secretária de Cultura, Esporte e Lazer, Natália Petry, explica que em 2018 uma empresa concorreu ao edital, venceu a licitação, mas não tinha capacidade técnica para fazer a restauração do prédio, tombado como patrimônio histórico.

“Nós estamos torcendo para que haja uma empresa concorrendo e que ela tenha capacidade técnica para realizar a obra. O museu tem uma história cultural imensa e uma arquitetura de muita relevância para a comunidade”, afirma.

A secretária explica que a obra vai contemplar toda a estrutura que apresenta deterioração.

“Na verdade, a obra vai abranger toda a parte que está deteriorada, o museu vai ficar totalmente revitalizado, tudo que está com problema será trocado”, salienta.

Luana destaca que são mais de 4,7 mil peças catalogadas no local | Foto Eduardo Montecino/OCP News

À época da sua construção, que iniciou em 1938, o prédio do museu já abrigou a sede dos três poderes do município: Prefeitura, Câmara de Vereadores e Fórum.

Já o museu foi instalado em 2001 e hoje guarda o acervo histórico da cidade. Segundo Luana Seidel, que trabalha há dois anos no local, atualmente são 4,7 mil peças catalogadas e cerca de 400 a serem classificadas.

Entre os itens do acervo está um livro de temas diversos escrito com pena, em latim e publicado em 1541.

 

 

O livro em folhas de papel seda e com capa de pele de porco é o item mais antigo do museu.

Além dele, Luana mostra ainda uma máquina de datilografia histórica que pertenceu a Vitório Lazzaris. Fabricada em 1920, a máquina veio da Alemanha e hoje está exposta em uma das salas do museu.

Para Luana, a preservação do local significa a preservação da história jaraguaense e o acesso à cultura a pessoas que muitas vezes sequer conhecem a origem do município.

“Quando eu cheguei aqui minha preocupação era apenas textual devido a minha formação em Letras, mas conhecendo o acervo se conhece tanta história. Eu vejo no olhos das pessoas o quanto é importante ter esse contato. Elas saem daqui com uma bagagem histórica e cultural que não se adquire em outro lugar”, destaca.

O edital para restauração do museu segue aberto até o dia 2 de maio e o prazo para conclusão da obra é de cinco meses.

 

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