Mais 11 mil funcionários da empresa WEG deverão votar na próxima quarta-feira a proposta de diminuição na jornada de trabalho e em salários. O acordo, mediado pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, retém as demissões reduzindo em 9,33% a carga-horária e 7% da remuneração, pelo prazo de três meses. As unidades Motores, Automação, Transmissão e Distribuição, Tintas e Corporativo irão avaliar a proposta com intervenção do sindicato de categorias diferentes. Todos os 13,7 mil colaboradores da empresa na região serão atingidos. Em comunicado oficial, a empresa disse que a redução de jornada tem como objetivo enfrentar a diminuição na demanda nos segmentos mais afetados pela deterioração das condições econômicas brasileiras. O diretor de Recursos Humanos, Hilton José da Veiga Faria, afirmou que outras frentes para redução de despesas e aumento de produtividade estão em andamento para preservar as equipes. Para um trabalhador com salário médio operacional de R$ 1,6 mil, o desconto de 7% significará R$ 112 a menos ao fim do mês. O recolhimento do Fundo de Garantia (FGTS) também diminui, mas o presidente do sindicato, Silvino Volz, destaca que não há incidência sobre o décimo terceiro e férias. Medidas semelhantes estariam sendo negociadas com outras empresas como a Argi Carrocerias, Metalúrgica Sipaca, HC Hornburg e Artama, afirma o presidente. “O principal objetivo dessa negociação é preservar o máximo possível de empregos. Em pouco mais de um ano perdemos 3,6 mil postos de trabalho na região”, destacou. Com o pior desempenho diante da crise, segundo a WEG, a unidade de Energia aprovou na quarta-feira, por 82%, uma redução mais incisiva. Dos cerca de 1,6 mil funcionários, 1,3 mil concordaram em descontar 13% do salário e 17% da jornada. A primeira paralisação acontece no próximo dia 3 de junho e segue por 12 semanas, sempre na sexta-feira, até setembro.