Após 38 anos sem registros da doença no Estado, na semana passada, um caso de morte por raiva foi confirmado, na cidade de Gravatal. A paciente era uma mulher de 58 anos. Essa semana, após o caso, a Secretaria de Agricultura e Pesca de Araquari está distribuindo panfletos para orientar os moradores da cidade.

A raiva é uma doença transmissível que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos, raposas e morcegos, além de pessoas. Ela é transmitida aos humanos quando a saliva de animais infectados entra em contato com a pele ou mucosa, por meio de mordida, arranhão ou lambedura, conforme informa também a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina.

A mulher que morreu com a doença foi mordida por um gato, no dia 24 de fevereiro. Ela começou a sentir os sintomas apenas no dia 15 de março, de acordo com a Dive-SC.

A doença não tem cura esclarecida. Conforme a Dive-SC, três pessoas no mundo já se curaram, mas não se sabe a razão. Mesmo quando conseguem se libertar do vírus causador da doença, os pacientes ficam com sequelas.

Em Santa Catarina, o último caso de raiva em cães e gatos foi registrado em Jaborá, no Oeste, em 2016, com o caso de um cachorro. Em 2006, Xanxerê, na mesma região, teve um cão e um gato com a doença e Itajaí teve o caso de um cachorro no mesmo ano.

Como saber se o seu animal está com raiva

Todos os animais infectados apresentam os seguintes sintomas:

  • Mudança de hábito;
  • Mudança de comportamento;
  • Salivação abundante;
  • Falta de coordenação motora;
  • Paralisia das patas traseiras;
  •  Dificuldade de engolir
  • No cão o latido do animal que está com raiva é diferente do normal, parecendo um uivo rouco.  No Brasil, o principal animal que transmite a doença ao homem é o cão, por ser também o que possuímos mais contato;
  • O morcego hematófago é o principal transmissor da doença, pois pode infectar bovinos, equinos outras espécies de morcego, cães e gatos.

O que fazer se for agredido por um animal

  • Lave imediatamente o ferimento com água e sabão;
  • Procure com urgência o serviço de saúde mais próximo;
  • O animal deve receber água e alimentação normalmente, num local seguro para que não possa fugir ou atacar outras pessoas e animais;
  • Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltem imediatamente ao Serviço de Saúde;
  • Quando o animal apresentar comportamento estranho, mesmo que não tenha mordido ninguém.

Evite

  • Tocar em animais estranhos, feridos e doentes;
  • Perturbar animais que estejam comendo, bebendo ou dormindo;
  • Separar brigas de animais;
  • Entrar em grutas ou furnas e tocar em qualquer tipo de morcego (vivo ou morto);
  • Criar animais silvestres ou tirá-los de seu habitat natural;
  • A vacinação de todos os cães e gatos é a forma mais eficaz de proteção contra a doença.

*Com informações de assessoria de imprensa

Quer receber as notícias no WhatsApp?