O Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, de Jaraguá do Sul, ganha destaque na televisão neste sábado (28), às 14h, no programa Terra da Gente. A EPTV, afiliada da Rede Globo da região de Campinas, Ribeirão Preto e Sul de Minas, esteve no município para acompanhar o ciclo completo dos anfíbios. A notícia foi compartilhada com o OCP pelo físico Germano Woehl Junior, fundador da ONG ambientalista. Confira, abaixo, a matéria publicada hoje no site G1.

ONG trabalha a conscientização a favor dos anfíbios

Para muitos, elas causam aversão e medo, mas há quem as conheça, proteja e até mesmo desenvolva um sentimento de amor incondicional por essas criaturas que a maioria das pessoas costuma manter distância. Os sapos, rãs e pererecas vivem tranquilamente em seu pequeno universo no lago mantido na sede do Instituto Rã-bugio, uma organização não-governamental (ONG) ambientalista instalada em Jaraguá do Sul (SC). Ao cair da noite, elas despertam para mais um dia de luta pela sobrevivência e preservação da espécie. A equipe do Terra da Gente esteve no local para acompanhar bem de pertinho uma das transformações mais fascinantes da natureza, o ciclo completo dos anfíbios. As desovas da rã-medusa e do sapo-martelo – na verdade, uma perereca que confunde os leigos por seu tamanho e cor - fascinam. Em detalhes, é possível acompanhar os primeiros passos dos girinos, criaturas que, até então, viviam exclusivamente na água e agora tentam a sorte em terra. Dos 3 a 4 mil ovos postados, apenas um ou dois chegarão à idade adulta. O coaxar bem característico do sapo-martelo ao longo da madrugada é, na verdade, um “canto” dos machos para atrair as fêmeas. Esse apelo, contudo, também pode chamar a atenção de outros machos para uma disputa ou ainda predadores. Mas todo risco vale a pena quando se trata de garantir as novas gerações. O fato de, na verdade, esse sapo ser uma perereca macho, apesar do tamanho e da cor, tem relação com um detalhe em suas patas: as ventosas. O primeiro não conta com essa vantagem para se segurar em pedras e plantas. A segunda, sim.

Educação ambiental

A reportagem também mostra que o Instituto Rã-bugio atua em parceira com escolas do ensino fundamental e médio de sua região para promover a educação ambiental focada na conscientização das crianças e adolescentes. A ideia é trabalhar esse conhecimento para que os jovens tenham informações corretas sobre os anfíbios e mudem a sua postura em relação a esses animais. Com isso, eles podem se manter preservados em seu habitat. O ensino também trata da importância dos serviços ambientais nas áreas remanescentes de Mata Atlântica, sobretudo na proteção dos mananciais e da rica biodiversidades. Atualmente, o projeto atende 520 estudantes e 30 professores.
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