A 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza em Santa Catarina será realizada de 23 de abril, próxima segunda-feira, a 1º de junho, sendo dia 12 de maio o dia D de mobilização nacional. A campanha nacional é realizada todos os anos na segunda quinzena de abril, período considerado de sazonalidade da doença. “O objetivo da campanha é reduzir complicações, internações e mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza na população-alvo da vacinação”, observou o secretário da Saúde Acélio Casagrande. QUASE 2 MILHÕES DEVEM SER VACINADOS Em Santa Catarina, a população-alvo para a vacinação é composta por 1.844.225 pessoas pertencentes aos seguintes grupos prioritários: crianças entre 6 meses e 5 anos; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; povos indígenas; professores do ensino infantil, fundamental e médio e de universidades públicas e privadas; indivíduos com 60 anos ou mais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. A Dive destaca que a vacinação será oferecida gratuitamente em todas as 1.103 salas de vacina da rede pública de saúde do Estado para os grupos prioritários. A meta é alcançar uma cobertura de pelo menos 90%. Até o momento, Santa Catarina recebeu 761 mil doses da vacina contra a influenza, o que representa 37% do total. ORIENTAÇÕES É importante prestar atenção aos sintomas da gripe que, em geral, são febre alta, calafrios, tosse, dor de cabeça, dor de garganta, falta de ar, cansaço e dores musculares. “Quem estiver com febre alta, tosse e falta de ar deve procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível, para atendimento precoce e qualificado. O tratamento é mais eficiente quando iniciado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas”, alertou Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde. O tratamento precoce com medicamentos antivirais ajuda a evitar a evolução para formas graves que podem levar à internação e ao óbito. REFORÇO NA PREVENÇÃO A transmissão dos vírus influenza se dá por meio do contato com secreções eliminadas pelas vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Ela também ocorre quando mãos e objetos contaminados entram em contato com mucosas, como boca, olhos e nariz. “O vírus da gripe permanece por horas no ambiente, principalmente em superfícies tocadas por diversas pessoas, como corrimões, interruptores de luz, maçanetas, carrinhos de supermercado, entre outras”, ressalta a enfermeira Vanessa Vieira da Silva, gerente de Imunização da Dive. O compartilhamento de materiais escolares, brinquedos, canetas, teclados de computador, por exemplo, também contribui para a transmissão. Por isso, segundo Vanessa, é importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool gel, além de evitar tocar os olhos, a boca e o nariz após o contato com essas superfícies. A Dive orienta a população a adotar cuidados simples para evitar a doença. Entre esses cuidados estão: lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar locais com aglomeração de pessoas. Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem se dirigir aos postos cadastrados. Saiba onde buscar a vacina no site www.gripe.sc.gov.br . TÉTANO Em Santa Catarina, a vacinação contra o tétano será intensificada durante o período de campanha contra a gripe, especialmente para os adultos, grupo que apresenta baixa cobertura vacinal. Quem não tiver carteira de vacinação, ou a tiver perdido, também pode procurar o posto de saúde para tomar a vacina. “Essa é uma estratégia estadual, pois ainda que tenhamos poucos registros de tétano em Santa Catarina, boa parte dos casos se apresenta de forma grave e, frequentemente, evolui a óbito. Isso é inaceitável, pois o tétano é uma doença totalmente prevenível por vacina”, explica Vanessa. No ano passado, 12 casos de tétano acidental foram confirmados no Estado, sendo a maioria entre pessoas maiores de 50 anos, dos quais 4 evoluíram para óbito. Isso representa uma taxa de letalidade de 33,3% acima da taxa nacional, que foi de 32,6%. A vacinação é a única maneira de evitar a doença, mas é preciso tomar três doses para garantir a imunização, com reforço a cada 10 anos.