Você já se perguntou se ir ao banheiro várias vezes durante o dia é normal? Na maioria dos casos é considerado normal sim, principalmente se a pessoa tiver consumido muita água durante o dia.

Porém, quando a frequência do xixi aumenta muito e de forma constante, pode atrapalhar a qualidade de vida ou sinalizar algum problema.

Segundo Karin Anzolch, urologista do Departamento de Comunicação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o mais comum é a pessoa urinar de cinco a oito vezes por dia.

“Se a regularidade é muito maior, o indivíduo pode estar ingerindo líquido demais”, afirma.

A urologista ainda explica que existe o risco da pessoa estar sofrendo um princípio de incontinência urinária, ou doenças como diabetes e hiperplasia da próstata.

Urinar pouco

Pelo contrário, ir poucas vezes ao banheiro também pode ser preocupante. Neste caso, talvez você não esteja ingerindo a quantidade adequada de água.

Tornar um hábito segurar o xixi por muito tempo também pode ser prejudicial. Quando você segura por muito tempo a urina, distende demais a bexiga e depois, na hora de contrair, ela não tem mais tanta eficiência. O risco de infecção urinária também pode aumentar se você segurar o xixi corriqueiramente, especialmente se já tiver predisposição.

Frequência não é tudo

É mais importante perceber alterações na rotina do que contar precisamente quantas vezes você vai ao banheiro por dia. Preste atenção se você ia muitas vezes fazer xixi e essa frequência diminuiu, pois pode ter alguma razão que demanda mais atenção. O inverso também, se você ia pouco, mas passou a precisar ir muito mais vezes.

A incontinência urinária

É uma das doenças mais comuns que aumentam o número de idas ao banheiro. Ela é marcada pela dificuldade ou incapacidade de segurar a urina. Sem tratamento, prejudica muito a qualidade de vida.

Ela é mais frequente no sexo feminino, que naturalmente possui uma uretra curta. A mulher apresenta duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. Isso faz com que as estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra para evitar a perda urinária e o músculo que forma um pequeno anel em volta da uretra, sejam mais frágeis nas mulheres.

Existem dois tipos de incontinência: a de esforço e a de urgência. A primeira acontece quando a pessoa tem a musculatura pélvica mais fragilizada e espirra, pula ou faz algum esforço físico. Já segunda é aquela em que o paciente tem uma vontade súbita e não consegue contê-la antes de chegar ao banheiro.

Outro fator de risco para a incontinência é o parto, que pode alterar a musculatura pélvica. Nos homens, ela é mais incidente após cirurgias de próstata. Quadros neurológicos, como esclerose múltipla, obesidade, bexiga hiperativa e outras condições mais específicas também podem terminar em um maior número de micções por dia e perda involuntária do xixi.

Gravidez

Durante a gravidez, a gestante pode se queixar de uma série de sintomas típicos. Um dos mais comuns é a vontade de urinar frequentemente, pois a bexiga é comprimida pelo útero conforme ele aumenta de tamanho para suportar o crescimento do bebê.

A vontade constante de urinar pode começar logo no início da gestação. Muitas vezes, é um dos sintomas que ajudam a mulher a identificar a gravidez. Inicialmente, é consequência do aumento do volume do útero. Nas duas últimas semanas, a frequência se intensifica por causa do encaixe da cabeça do bebê na bacia da mãe, o que é chamado de “queda do ventre”.

Mas não se preocupe, existem vários tratamentos para a incontinência urinária. Fazer exercícios para o assoalho pélvico pode ajudar, evitar a cafeína e usar roupas íntimas absorventes também ajudam a reduzir a incontinência urinária.

 

*Com informações de Agência Einstein.