Unidade que abriga 15 crianças na Vila Baependi é a única que desenvolve iniciativa na cidade - Foto: Eduardo Montecino/OCP Online
Unidade que abriga 15 crianças na Vila Baependi é a única que desenvolve iniciativa na cidade - Foto: Eduardo Montecino/OCP Online
Criado com o intuito de oferecer uma referência familiar às crianças e aos jovens que vivem em abrigos institucionais, o projeto de apadrinhamento efetivo tem se mostrado uma importante ferramenta de apoio e desenvolvimento em casos de vulnerabilidade social. Em vigor desde julho do ano passado, a iniciativa permite mostrar, através do voluntariado, novas perspectivas a respeito do âmbito familiar e seus deveres.
De acordo com a coordenadora do projeto, Vera Heimann, sempre houve um interesse da comunidade em se envolver com o desenvolvimento das crianças. A iniciativa veio, então, para fortalecer a adesão e, principalmente, estimular o envolvimento nos âmagos social e educacional. “Temos crianças que fazem passeios culturais e educacionais com seus padrinhos, conhecendo uma nova referência do que é a família, diferente das que elas tiveram, para que quando tiverem suas próprias famílias possam aplicar isso”, descreve a coordenadora.
No total, 48 crianças estão sob custódia do Estado em Jaraguá do Sul, 15 delas no abrigo da Vila Baependi, 13 na unidade da Tifa Martins e outras 20 vivendo nas residências que integram o projeto Famílias Acolhedoras. Por enquanto, o projeto é realizado somente no abrigo da Vila Baependi, conforme explica Vera, que também coordena a unidade. “São crianças maiores e com menos chances de adoção, mas que precisam dessa experiência no âmago familiar. É algo bom para eles e também para as famílias, que vivenciam essa troca”.
Atualmente, são quatro crianças apadrinhadas na modalidade padrinho afetivo, aquela que autoriza visitas regulares, passeios e fins de semana em companhia da família. “A frequência e o período dessas visitas e saídas são combinados com os padrinhos, que são aprovados e supervisionados por nossa equipe técnica”, explica Vera. Além disso, o município conta com cerca de 10 padrinhos prestadores de serviços, como dentistas, psicológicos e outros profissionais liberais, e outros padrinhos provedores, que colaboram com suporte material ou financeiro.
“Estas crianças passaram pelas mais diversas e extremas violações dos direitos, como abandono físico e psicológico. Essa iniciativa mostra que como Estado temos uma obrigação com elas, não podemos somente retirá-las de suas famílias, precisamos oferecer oportunidades, desenvolver ações em prol delas”, acredita Vera. E tal dever não se resume às datas comemorativas: “Este apoio é importante durante o ano todo”, ressalta ela.
Os abrigos são mantidos com recursos federais e estaduais e são utilizados para as atividades básicas de rotina dos espaços. Os interessados em participarem do projeto podem obter mais informações e se voluntariar por meio do telefone 3371-2406 e do e-mail acolhimento.baependi@jaraguadosul.sc.gov.br.